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Realeza

O príncipe quer ser plebeu
Habilitado a assumir o trono e com 48% da preferência dos súditos, William completa 18 anos sem pompa e vai viajar antes de estudar arquitetura

Mariana Barbosa, de Londres

AP
Em recente foto no Eton College: e-mails trocados com Britney Spears

Ele tem 1,85 metro de altura, 68 quilos, cabelos loiros e, entre as britânicas, faz tanto sucesso quanto Leonardo di Caprio. O perfil de galã hollywoodiano cairia como uma luva, não fosse o príncipe William o herdeiro do trono do Reino Unido. Mais velho dos dois filhos de Charles e Diana, o neto predileto da rainha Elizabeth II chega aos 18 anos, completados na quarta-feira 21, esforçando-se para levar uma vida de plebeu. O primeiro indício: na festa para 800 pessoas que comemorará, exatamente no dia 21, os 100 anos da rainha-mãe, 70 da princesa Elizabeth, 50 da princesa Anne e 40 do príncipe Andrew, William não irá. Diz que tem de estudar para as provas finais.

William enfrenta filas no cinema, sai para dançar com os amigos e adora jogar futebol. Foi criado com talheres de prata, mas conhece o gosto de um big mac. Brincou em parquinhos e chegou a assistir filmes proibidos para menores de 18 anos, com a mãe. Alguns amigos plebeus, como Tom Parker Bowles, filho da namorada de seu pai, Camilla, foram pegos com maconha, cocaína e ecstasy. Seu fã-clube começou a surgir na Páscoa de 1998, em uma das primeiras aparições públicas desde o enterro da mãe. Divertia-se em uma estação de esqui do Canadá.

Hoje, William parece confortável como herdeiro do estrelato da mãe. Em julho passado, apareceu em um almoço patrocinado pela joalheria Cartier, e na final de um campeonato de pólo. Apesar de criada sob rígidos padrões, Diana, morta em 1997, sempre tentou dar um tom de simplicidade à vida dos filhos. Charles, cuja educação espartana fazia com que visse a mãe apenas meia hora pelas manhãs e uma hora e meia antes de dormir, procura ser diferente com William e o caçula, Henry.

AP
Navegando na internet

Com a maioridade, William Wales, como prefere ser chamado, sem reverências, estará habilitado a assumir o posto de Sua Majestade o Rei William V do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. Apesar dos historiadores acharem improvável, 48% dos britânicos gostariam de ver a coroa passar direto da avó para o neto. Mas para William, a maioridade significa por enquanto poder comprar bebida alcóolica e dirigir sozinho.

No tradicional rito de passagem para a vida universitária, deixará Eton, o colégio interno onde esteve nos últimos cinco anos e viajará por um ano, para Austrália e Argentina, antes de cursar arquitetura. Seus 18 anos representam o fim do compromisso da imprensa de preservar sua privacidade. “A mídia me deixou quieto enquanto eu estava em Eton. Sou grato”, disse ele, em entrevista pela assessoria de Charles, sexta-feira 16. Os tablóides parecem ter aprendido com a morte de Diana, após perseguição de papparazzi. O The Sun, com 4 milhões de exemplares diários, diz em editorial: “Não iremos persegui-lo, os dias de caça à realeza já eram.” Mas William admite: “À medida que eu for crescendo, vai ser difícil evitar a invasão”.

O incômodo já começou. William trocou e-mails com a cantora americana Britney Spears, 18 anos, de quem tem um pôster no quarto. Assessores da pop star insinuaram que ela é virgem. Pelas regras reais, a futura Rainha deve ser imaculada e protestante. Rumores sobre a própria iniciação sexual do herdeiro dão conta de que ela teria ocorrido em agosto de 1999, a bordo do iate de um milionário grego, em férias com Charles.

Herdeiro dos olhos e do carisma de Diana, William pode ser a salvação para a monarquia. Numa pesquisa inglesa, 44% dos britânicos acham que o país irá piorar sem a monarquia. Há uma década, essa era a visão de 70%. A Família Real sabe que num mundo voltado para aparências, foram abençoados com uma boa melhora genética. E isso, sabem, devem ao sobrenome Spencer.

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