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Passarelas

O pulo da maneca
Depois de acidente no último MorumbiFashion, a modelo Karen Vareschi opera joelho, fica dois meses parada e volta a desfilar na 9ª edição do evento

Cardoso

Silvana Garzaro
“Não sabia se os clientes me aceitariam depois da operação”

Vinte minutos a separavam de um compromisso inadiável. Depois de passar meia hora sendo maquiada e penteada, a modelo paranaense Karen Vareschi, 17 anos, estava pronta para caminhar sobre a passarela do MorumbiFashion, em janeiro passado. Seria mais um desfile em sua carreira, não fosse uma terrível falta de sorte. Passeando pelos corredores do evento, Karen escorregou numa poça d’água e torceu o joelho esquerdo. Sem conseguir apoiar os pés no chão, ela foi substituída e saiu do local carregada. Em abril, encarou uma cirurgia de seis horas, em Londrina. Refez os ligamentos do joelho e teve o menisco cortado pela metade. Gastou R$ 7 mil, ficou 45 dias andando com auxílio de muletas e dois meses na casa dos pais, em Sertanópolis (PR), sem trabalhar. “Ganhei dois pinos no joelho, minha perna ficou preta e meu pé, inchado”, diz. “Não sabia se os clientes me aceitariam ao ver que fiz uma operação.”

A dúvida acompanhou a modelo durante todo o período de fisioterapia. Em dois meses, Karen cumpriu 80 sessões sem se atrasar em nenhuma. “Acordava às nove horas, ia para a clínica, voltava para casa, almoçava e dormia. Às 16 horas retornava à clínica. Duas horas depois voltava para casa e comia, comia, comia e dormia. Não sei como não virei uma bola!” Na semana passada, Karen apostou na sorte e voltou para São Paulo – onde mora com mais três meninas. Queria trabalhar. Antes, porém, procurou o médico para lhe pedir alta. A persistência deu resultado. No primeiro casting (seleção) que fez – usando biquíni – ninguém notou as cicatrizes no seu joelho. “Perguntaram por que estava vermelha. Disse que havia feito bronzeamento artificial demais.” No segundo dia, a boa notícia: ela foi chamada pela grife Iódice para, coincidentemente, desfilar na segunda edição do MorumbiFashion, no final do mês.

Faz quatro anos que o joelho de Karen a deixou na mão pela primeira vez. Na época, contundiu-se jogando vôlei. Dois anos depois, já modelando, seu joelho ainda fraquejava. Mesmo assim, morou em Milão e no Japão. Conheceu o México, a Escócia e o Caribe. Fez editorial para a Vogue italiana e catálogos na Alemanha – chegou a ganhar US$ 1,5 mil por um deles. De volta às passarelas, Karen diz que, se topar novamente com uma poça no caminho, já sabe o que fazer: “Eu pulo! Agora, só ando olhando para o chão”.

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