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Esporte

“Quero meu troféu”
O piloto brasileiro Hélio Castro Neves conquista sua primeira vitória na Fórmula Indy e empresta taça para novo filme do ator Sylvester Stallone

Fábio Bittencourt

Reuters
“Estou caminhando devagar”, afirma o piloto brasileiro Hélio Castro Neves

O brasileiro Hélio Alves Castro Neves, 25 anos, viveu um conto de fadas no domingo 18. No cockpit de um Penske, ele cruzou a linha de chegada do GP de Detroit, nos Estados Unidos, e registrou sua primeira vitória em três temporadas na F-Indy. De imediato, abandonou o carro e correu para festejar com a torcida. A surpresa, porém, veio no pódio. Após o Hino Nacional, o piloto emprestou sua taça de vencedor para cineastas que estão preparando um filme sobre corridas. A estrela da fita é o ator Sylvester Stallone. “Não conversamos, só nos cumprimentamos”, afirma Helinho. “Mas avisei que queria meu troféu de volta.” No final, levou seu prêmio para a casa, em Miami, nos Estados Unidos.

A paixão pelo automobilismo vem dos tempos de garoto. O pai do piloto, o empresário Hélio Phidyas Castro Neves, era proprietário de uma equipe de Stock Car em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ele levava o filho para acompanhar as corridas em São Paulo e driblava a segurança do autódromo, que impedia a entrada de menores no box. “Eu me escondia no porta-malas”, recorda Helinho. Aos 12 anos, o menino ganhou um kart de presente. Até hoje ganhou 14 títulos, nacionais e internacionais. Antes de chegar à F-Indy, ele correu na F-Chevrolet, na F-3 Sul-Americana e inglesa, e na Indy Lights. “Estou caminhando devagar.”

Em 1995, quando chegou à Inglaterra, Helinho não sabia falar inglês. Num domingo, a campainha tocou às 7 horas e ele acordou assustado. “Wash machine”, disse o homem, com uma maleta em mãos. “Prazer, Hélio Castro Neves”, respondeu, sem entender que tratava-se de um técnico chamado para arrumar sua máquina de lavar. Outra gafe aconteceu ano passado, quando confundiu o filho do dono de sua equipe, Roger Penske Júnior, com um funcionário da limpeza de escritório. “Só percebi quando olhei para o relógio do cara e estranhei porque era um Rolex”, recorda.

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