CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK 
 BUSCA
  EDIÇÕES
ANTERIORES
 ESPECIAIS
 MULTIMÍDIA
 BATE PAPO
 ASSINATURAS
 EXPEDIENTE
 PUBLICIDADE
 FALE CONOSCO
 ASSINE A NEWSLETTER

 

Carreira

Arte - Edson Pires sobre foto de divulgação
Sem contrato desde dezembro, Isadora Ribeiro reclama de não ser mais chamada para novelas da Globo e lança disco para promover seus shows

Viviane Rosalem

Há um mês, Isadora Ribeiro, 35 anos, bateu na porta da sala do diretor da Central Globo de Controle de Qualidade, Mário Lúcio Vaz. Afastada das novelas desde Torre de Babel, em 1998, a atriz insistia em ser escalada para algum folhetim da emissora. Desde então, vem atuando no humorístico Zorra Total, fez quatro episódios do Você Decide e participações nos programas de Renato Aragão e Tom Cavalcante. Mário Lúcio não lhe deu uma previsão otimista. Informou-lhe que o elenco de todas as produções está completo. “Não entendo por que sou preterida”, desabafa. “Sempre fiz sucesso.”

Recentemente, ela ouviu outro não. Procurou, em vão, Wolf Maya, diretor de Uga Uga para pedir um papel na novela das sete. “Gosto do humor do Carlos Lombardi (autor da trama)”, explica. O contrato de Isadora com a Globo venceu em dezembro de 1999. Desde então, ela recebe cachês a cada participação na emissora. Antes, já tentara se encaixar no elenco de Andando nas Nuvens. Foi convocada por Dênis Carvalho para fazer par com o ator Otávio Augusto. Mas o mesmo diretor a dispensou no início das gravações. “Ele me disse que eu era muito nova para viver a mulher de Otávio Augusto”, conta. “Mas em Pátria Minha, fui mulher do Tarcísio Meira”, contesta a atriz. “Não posso ser descartada assim até porque sou cria da casa”, reclama. Em seu currículo, se destacam Pedra sobre Pedra e Explode Coração, quando viveu a mãe de um filho desaparecido.

Outro fator que incomoda Isadora é a regra baixada pela Globo de que o intervalo para que os atores apareçam em humorísticos distintos seja de, no mínimo, duas semanas. “É uma política injusta”, desabafa. “De segunda a sexta-feira, você vê ator chorando e se lamentando na tevê. Mas para fazer humor, não pode”, reclama. Exigente, Isadora também não aceitaria qualquer papel. “Só faria se fosse um personagem maravilhoso, porque se for para encher linguiça, prefiro ficar de fora”, desdenha. Ela conta que já sofreu preconceitos por causa de sua beleza desde que estreou sua primeira novela, Tieta, quando participou também da abertura da trama. “Burras são as pessoas que não compreendem os meus personagens”, afirma. O comediante Paulo Silvino, com quem ela contracena em Zorra Total, endossa o coro e afirma que Isadora melhorou muito desde sua estréia na TV, aos 18 anos, no Viva o Gordo, na Globo. “Se a Xuxa puxava orelha das crianças na TV Manchete e virou fenômeno hoje, quem sabe a Isadora quando estiver bem velhinha não vire uma Fernanda Montenegro”, diz Silvino.

Para complementar sua renda, Isadora faz desfiles, eventos e shows pelo interior do Brasil. Este mês, ela entra em estúdio para gravar um disco com o repertório de seus shows, que deverá ser vendido em bancas de jornais. Mas não tem a pretensão de seguir carreira de cantora. Quer apenas divulgar suas apresentações, nas quais encarna Carmem Miranda e Marlene Dietrich, entre outras divas. Nos shows canta antigos e atuais sucessos da MPB. “Não vou cantar pagode porque não gosto nem quero ser um fracasso de venda”, afirma. Também quer fazer cinema. Ela já foi sondada para um novo filme de Tizuka Yamasaki. Também ensaia a peça O Califa da Rua Pedra de Sabão, de Arthur de Azevedo, com atores recém-formados. A estréia está prevista para julho, no Rio. “Sou a única famosa”, diz.

SÓ DE TOALHA Ao receber a equipe de Gente, na segunda-feira 12, em sua ampla casa no Itanhangá, zona sul do Rio, Isadora, enrolada numa toalha, comentava uma das manchetes dos jornais, sobre o flagrante de uma babá espancando uma criança. Contou que já demitira uma por roubo e outra por impedir que sua filha, Maria Antônia, de 2 anos, engatinhasse. “Descobri, através das câmeras que instalei pela casa, que ela queria que a menina só ficasse sentada para ela ver televisão.” Depois dos incidentes, decidiu contar apenas com a ajuda da arrumadeira e da cozinheira que mantém em casa.

Casada pela segunda vez com o paisagista Walter Sampaio, 36 anos, Isadora se diz apaixonada e realizada, mas admite que o tempo desgata um relacionamento. “Para ter aquele frisson do início, só mudando de parceiro”, ensina, embora não esteja disposta a fazê-lo. Com o primeiro marido, Hans Donner, com quem viveu durante seis anos, mantém uma relação cordial. Mas isso não a impede de alfinetar o designer gráfico. “No último ano, era só amizade. Não transávamos mais”, conta. “Fiquei com a imagem de chifruda, mas o chifrudo foi ele.” Segundo Isadora, quando Hans conheceu Valéria Valenssa, ela já namorava o empresário Armando Melão, hoje presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo. “Fiquei muito chateada com ele quando disse que só a Valéria era meiga e pura”, diz. “Ele sabe que eu sou um ser humano de primeira qualidade.”

© Copyright 1996/2000 Editora Três