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Giulia Gam de volta à cena

Com o ex-marido Pedro Bial: a crise e o fim do casamento agravaram o estado de saúde de Giulia

PEDRO BIAL E O FILHO Além do tratamento, a vítima de depressão precisa de apoio familiar. “Nessas horas é imprescindível a compreensão do marido”, ressalva a médica Doris Hupfeld. Pedro Bial chegou a visitar Giulia em Curitiba duas vezes durante as filmagens de O Preço da Paz. O relacionamento já não ia bem, mas o casal só se separou mesmo pouco tempo antes de Giulia embarcar para Nova York. “Desde então, o Pedro nunca mais viu o filho”, conta uma amiga. “Os três se dão bem, mas ele e o Theo só se falam por telefone. O Pedro chora, fica mal por isso.” Segundo a mesma amiga, o jornalista não imaginava que a passagem de Giulia e do filho pelos Estados Unidos fosse durar tanto tempo. “Ele pensou que fossem passar apenas o reveillón e as férias por lá.” Bial, que atualmente namora Isabel Diegues, filha do cineasta Cacá Diegues, foi procurado por Gente, mas não retornou os recados deixados em sua secretária eletrônica.

Na temporada em Nova York, a atriz dedicou-se a cursos de teatro, à ioga e especialmente ao filho. Quando chegar ao Brasil, Giulia irá alugar o apartamento que pertence ao ator Paulo José, no Leblon, Rio de Janeiro. Por enquanto não está escalada para nenhum projeto em andamento da Globo – cujo contrato vence em 2002 – mas amigos da atriz, nascida em Perugia, na Itália, apostam que seu retorno será o mais triunfal de toda sua carreira. “Giulia Gam renasce a cada obra que faz”, conta o produtor de cinema Maurício Appel – que participou do filme em Curitiba e se prepara para filmar O Sentinela do Invisível, com roteiro de Walter Negrão. “Falei com a Giulia semana passada e ela quis saber se entrará na história”, diz Appel. “O período em Nova York foi bom para ela fazer uma reciclagem.”

“Depressão é um problema passado, superado, que não faz mais parte da minha realidade.”

Procurada por Gente, Giulia não se opôs à matéria mas não quis comentar a depressão. “Ainda não me sinto pronta para falar sobre o assunto”, disse ela, por meio da assistente Helena Moreira. “Depressão é um problema passado, superado, que não faz mais parte da minha realidade.” A atriz colocou-se à disposição para falar de projetos profissionais, mas até o fechamento desta edição não havia respondido às perguntas enviadas por fax.

Amigo de Giulia há vinte anos, Marcelo Tas, apresentador do programa Vitrine da TV Cultura compreende a opção de afastamento da atriz e seu longo período fora. “As pessoas criam uma imagem de perfeição para os artistas. Acham que eles são seres do Olimpo. Mas a Giulia precisava se afastar um pouco”, diz. “Ela foi fundo na crise para entendê-la e enfrentá-la. Não acredito estar relacionada apenas a uma depressão pós-parto. É que a Giulia não convive com a falsidade. Tem obsessão pelo verdadeiro.”

Marcelo fala com segurança sobre a amiga por ser um profundo conhecedor da personalidade de Giulia. Foi ele o maior responsável pela transformação da menina em atriz, quando ela tinha 13 anos. “Eu participava da montagem da peça Romeu e Julieta, feita pelo Antunes (Filho, diretor de teatro). Um dia o Antunes passou uma lição de casa para os atores: ‘Achem uma Julieta’. Vi a Giulia tocando flauta com uma banda, no teatro da USP, e sabia que tinha achado a Julieta.”

Tas estava certo. Em 1984, aos 17 anos, Giulia ganhava o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, como atriz revelação de teatro adulto, pela sua atuação na obra de Shakespeare. Poucos anos depois, ficaria conhecida como a “Rainha dos Saraus”, por reunir artistas em sua casa para recitar poesias e promover discussões eruditas. Giulia Gam provou não ter perdido a majestade diante das câmeras, mesmo quando uma injeção de ânimo se fez necessária. Disposta como agora parece estar, em breve estará de volta à cena.

Colaborou Alessandra Nalio e Viviane Rosalem

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