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Elba Ramalho

“Aos 48 anos, sou mais bonita que aos 20”
Rainha das festas juninas, cantora diz que sonha ter filho com o marido de 23 anos

Alessandra Nalio

André Durão
“Às vezes digo: Gaetano, lembra quando Fellini... Então ele diz ‘Elba, eu nem era nascido’. Aí rimos”, diz Elba

Aos 48 anos, Elba Ramalho ainda conserva a mesma vitalidade que a consagrou em seus shows há 20 anos, quando começou a carreira no Rio de Janeiro e deixou o público impactado com sua ginga, voz e o belo par de pernas. Conhecida como a “Rainha do Baião”, é em junho, época das festas juninas, que ela dá início a uma maratona de shows que inclui cidades do Norte e Nordeste do Brasil e mais de 20 cidades da Europa.

O segredo para tanta disposição são os anos de meditação e ioga. “É através da meditação que converso com Deus. Não sou uma pessoa estressada, por isso ainda não estou enrugada”, diz. Espiritualista, ela freqüenta nas noites de quarta-feira o Lar de Frei Luiz, no Rio, centro espírita que faz atendimento ao público. Sempre vai com o marido, o modelo Gaetano, de 23 anos. Na quarta-feira 7, chegou com o ex-marido Maurício Mattar, pai de seu filho Luã, de 11 anos. “A imprensa diz que ele é marginal, drogado. Não é nada disso. É um bom pai. Eu dou conselhos e estou do lado dele”, diz ela. Recentemente, Elba foi surpreendida por uma pergunta do filho. “Mãe, o pai usa drogas?”, perguntou Luã, ao ouvir a afirmação de colegas da escola. E ela respondeu: “Não, seu pai não usa drogas. Só está passando por um momento difícil”.

Você fez 20 anos de carreira. Do que mais se orgulha?
O melhor é que nesses vinte anos consegui me salvar fazendo o que eu faço. É meu maior mérito.

Na época das festas juninas, seu nome se destaca, principalmente no Nordeste. Como está sendo este ano?
Está glorioso. Há cinco anos abro a festa de São João, em Caruaru. Na cidade há um museu com minhas coisas e as do Luiz Gonzaga. Há um outro prazer: meu filho nasceu em Campina Grande, numa festa de São João, depois de eu ter cantado para 22 mil pessoas, com Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Após as festas, vou para a Europa, onde faço 27 shows.

Como é a Elba Ramalho cantando para os europeus?
Sem querer ser pretensiosa, conquisto as pessoas pela entidade que sou no palco. Com meu visual, minha ginga e alegria. A excentricidade está exatamente na sensualidade que eu passo. Eu sou mensageira da alegria.

Como as pessoas reagem?
Elas cantam, dançam, vibram. Tenho empatia com o público. Sou bicho de teatro, sei pisar, falar, seguro a onda. Se pifar o som eu vou à capela. Se quebrar o salto, vou tirar naturalmente. Então, tudo isso transparece.

Você começou no teatro. Por que não deu continuidade?
Sou uma pessoa de teatro, mas sempre gostei de música. Sou uma atriz que canta.

Ao chegar ao Rio, sofreu discriminação por ser nordestina?
Tive muita rejeição no princípio. Me lembro que houve muitos ataques e perseguições. Me chamavam de Madonna do Agreste, a Rita Lee da Caatinga... Daí, eu comecei a usar isso tudo em meus shows e as pessoas riam. Os cães ladram e a caravana passa. Aprendi com o Nelson Motta.

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