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Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
Marieta e Nanini vão da treva à luz em nova montagem de clássico

Paula Alzugaray

Flávio Coliler
Marco Nanini e Marieta Severo, magistrais como George e Martha: juntos no teatro após 26 anos

Se alguém tem medo de Virginia Woolf, não é o diretor João Falcão. Novo talento do teatro contemporâneo brasileiro, autor e diretor de sucessos como A Dona da História, com Marieta Severo, e Uma Noite na Lua, com Marco Nanini, ele não pensou duas vezes para aceitar o desafio de dar vida ao clássico do americano Edward Albee, Quem Tem Medo de Virginia Woolf? No Brasil, a peça teve duas montagens históricas: a de 1966, com ninguém menos que Cacilda Becker e Walmor Chagas, e a de 1984, com Tônia Carrero e Raul Cortez.

A versão de Falcão, em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo, também tem como protagonistas atores de primeira grandeza: Marieta Severo e Marco Nanini, que não se encontravam no palco há 26 anos. Falcão é inovador e perspicaz ao utilizar-se apenas de luz e sombra como cenário da história que se passa durante uma madrugada. Em zonas de claridade – às vezes tão angulares que mal se distingue a expressão facial dos atores – e de escuridão -- que produz toda qualidade de emoções noturnas e abissais --, ele ambienta a irrestrita batalha conjugal travada entre Martha (Marieta Severo) e George (Marco Nanini).

A peça começa quando Martha – a filha do reitor de uma pequena universidade da Nova Inglaterra -- e seu marido, George, acabam de voltar de uma festa. George, um professor de história não tão bem sucedido quanto Martha desejara, estende sua mão à esposa, convidando-a ao sono. Mas ela tem outros planos: acabara de convidar para uma “saideira” o jovem e ambicioso professor de biologia, Nick (Fábio Assunção), e sua “doce” esposa, Honey (Sílvia Buarque). Ao recurso coreográfico dos spots de luz, somam-se replays de falas que acentuam a vertigem de um diálogo altamente etílico e corrosivo. Marieta e Nanini são o complemento perfeito um do outro: ela em violentos ataques de fúria, ele com a ironia própria das cóleras frias e calculistas.

Drink no inferno

Até 6 de Agosto – Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – São Paulo

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