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Áudio-livro

Doze Lendas Brasileiras
Livro infantil de Clarice Lispector ganha versão em CD

Gabriela Mellão

Divulgação
Clarice e três atrizes convidadas: Camila Pitanga, Luana Piovani e Maria Padilha

Clarice Lispector educou os olhos de seus leitores com palavras sutis, banhadas em sensibilidade e leveza. Agora ela ativa nossos ouvidos. Acaba de chegar às livrarias e algumas lojas de música o CD Doze Lendas Brasileiras (Luz da Cidade, R$ 18), resultado da paixão da escritora pelo folclore do País.

O disco é a versão em áudio do grande sucesso infantil da autora, Como Nascem As Estrelas (1987), com a diferença de que, no CD, os “causos” do Saci Pererê, do nascimento das estrelas, aparecimento dos bichos, etc., são contados por 12 atrizes. O elenco é o mais abrangente possível, vai de Camila Pitanga a Odete Lara, passando por Sílvia Buarque, Maria Padilha, Maria Zilda Bethlem e Martha Overbeck, entre outras. Cada uma delas interpreta um texto e dá seu tom à narrativa. Elas interferem nas histórias, emprestando graça, humor e dramaticidade às lendas.

Veteranas como Heloísa Mafalda e Zilka Salaberry parecem falar para seus netos. Suas vozes roucas e graves transmitem a sabedoria de quem sabe o que diz. É impossível duvidar, por exemplo, da história do negrinho do pastoreio, deliciosamente narrada por Zilka, a Tia Anastácia do Sítio do Picapau Amarelo. Diz a lenda – bastante conhecida entre os gaúchos – que ele era um escravo esperto e era Nossa Senhora, sua madrinha, quem ajudava-o a encontrar coisas perdidas.

A vivacidade das vozes de jovens atrizes é outro ganho para as belas reconstituições de Clarice Lispector. Camila Pitanga opta por uma comunicação bem humorada e esbanja versatilidade, interpretando numa mesma lenda quatro personagens. Menos brincalhona, mas não menos graciosa, é a narrativa de Luana Piovanni para a lenda de Yara, a bela feiticeira das águas. Mas a maior surpresa do disco fica por conta de Mariana Valente, a mais nova da turma – 13 anos de idade – e neta de Clarice. Ela dá vida ao texto sobre o índio Curupira, protetor dos animais.

Dá vontade de voltar a ser criança

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