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Martha Stewart
Mais sóbria que a versão nacional, a rainha do lar americano estréia na tevê

Lilian Amarante

Divulgação
Martha exporta seu programa para o Brasil: fórmula de sucesso está baseada na simplicidade

Interessado em programas femininos? Então anote a receita brasileira: uma pitada de fofoca, outra de culinária, uma porção de beleza, doses generosas de bate-papo e muita piadinha. Tudo misturado, é só colocar no ar e está pronto. Mas se a idéia é variar, a partir de segunda-feira 5 as donas-de-casa têm a chance de conferir um jeito diferente de falar das famosas prendas domésticas na tevê.

O canal por assinatura GNT acaba de importar dos Estados Unidos uma série de programas da consagrada apresentadora Martha Stewart, a “rainha do estilo de vida americano”. Versão americana -– e bem mais sóbria -- de Ana Maria Braga, Martha é o que poderíamos chamar de especialista do lar. Sem alarde ou grandes performances, ela cozinha, costura, martela e cuida do jardim -- com o mesmo talento com que toca seus milionários negócios.

Aos 58 anos, Martha é dona de um verdadeiro império. Tem programas de tevê e rádio, duas revistas com quase 10 milhões de leitores e já publicou 27 livros do tipo “faça você mesma”. Além disso, escreve para jornais e internet, tem mais de 400 produtos com seu nome e chegou a faturar em um ano, pessoalmente, quase US$ 5 milhões. O segredo dessa americana filha de imigrantes poloneses talvez esteja na simplicidade com que dá suas receitas. O programa Martha Stewart (GNT, segunda a sexta, 17hs) tem uma hora de duração sem entrevistas ou convidados. Sozinha à frente das câmeras, ao ar livre ou dentro de casa, Martha fala sem pressa ou enrolação. Em um mesmo programa, participa de vários quadros. Ora aparece na sala montando uma lousinha de recados, ora no quarto forrando cabides, ora no jardim fazendo churrasco com carnes marinadas ou prendendo um varal entre duas árvores.

Um verdadeiro paraíso televisivo para a dona-de-casa aplicada, que sempre tem um tempinho para despender com o capricho. No Brasil – primeiro país para onde Martha exporta seus dotes – os 180 programas comprados pelo GNT serão dublados, mas prepare-se: o sotaque americano não se restringe à língua. No lugar das gargalhadas e piadinhas, bonecos e corridas por baixo da mesa, a loira americana costuma estampar apenas um meio sorriso e terminar a conversa com seu famoso bordão: “That’s a good thing” (é uma coisa boa). Nos Estados Unidos, até agora, funcionou.

Em casa, com discrição

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