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De Villa-Lobos a Benjor

Gabriela Mellão

Silvana Garzaro

Doze violoncelistas da mais conceituada orquestra do mundo, a Filarmônica de Berlim, aproveitaram a passagem pelo Brasil na semana passada para divulgar o CD South American Getaway. Inspirado na música latino-americana, o trabalho liderado por George Faust reúne
Villa-Lobos com tangos, clássicos da bossa nova e até Jorge Benjor.

Como surgiu a idéia do disco?
Faust: Tudo começou quando um colega chegou com músicas que não conhecíamos debaixo do braço. Começamos a executá-las. Coincidentemente, meu irmão, que é flautista e casado com uma brasileira, disse que um amigo seu havia escrito arranjos para nós. Eram as mesmas
músicas que estávamos ensaiando.

E a participação do maestro Julio Medaglia?
Medaglia: Em 1998 estive em Berlim, pois o quinteto de sopro da Filarmônica estava gravando sete peças minhas. Inspirado, esbocei um arranjo para “Adiós Nonino”, de Piazzolla, para eles. Disse: “Se George Faust tocar esse solo tenho certeza que o Piazzolla voltará ao mundo
para ouvi-lo”.

Vocês misturam popular e erudito para popularizar o gênero?
Faust: É o que nós esperamos, mas fazemos principalmente porque gostamos. O intercâmbio é muito interessante porque dá oportunidade de experimentar outros tipos de sonoridade.

Há interesse em outras composições brasileiras?
Faust: Queremos fazer mais um disco. Nesta temporada, teve dia de ouvirmos música brasileira até às 4 da manhã.

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