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Samba

Cabô
Zé Renato revitaliza o samba com boas e novas parcerias

Guga Stroeter

Divulgação

Ao mesmo tempo que popularizou e profissionalizou o samba nos últimos anos, o pagode conseguiu devastar boas harmonias e estrangular letras poéticas. Para muitos apreciadores do samba de raiz, a solução foi a busca da autenticidade e diversos artistas do partido alto regressaram à cena. Mas onde estaria o samba-canção moderno, as boas composições onde a melodia evolui com inteligência? O novo CD de Zé Renato, Cabô, é uma boa resposta.

Os objetivos do álbum do cantor e compositor capixaba são muito claros e atingidos tranqüilamente. Em primeiro lugar, pela instrumentação: Zé Renato optou pela formação dos grupos regionais, com cavaquinho, violão de sete cordas, bandolim e pandeiros, criando uma atmosfera de roda de choro. Em seguida, percebemos seus vínculos com a pesquisa da MPB dos anos 30, 40 e 50, quando ouvimos as regravações de “Até Hoje Não Voltou”, de Geraldo Pereira, e “Como Tem Zé Na Paraíba”, de Jackson do Pandeiro. Zé Renato ainda assina boas parcerias com Nei Lopes e Elton Medeiros.

Por fim, enxergamos um novo caminho para a MPB, quando Zé Renato associa-se a compositores de gêneros diversos e extrai deles sambas cheios de alma. É ótimo o resultado das parcerias com Arnaldo Antunes, Pedro Luís, Lenine e Paulinho Moska. Trabalhando assim, Zé Renato abre as portas da revitalização do samba. E isso não é difícil para o dono de uma das vozes mais afinadas da música brasileira.

Abram alas

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