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Antônio Torres

Gabriela Mellão

Divulgação

Consagrado autor de romances, o ex-publicitário e jornalista baiano Antônio Torres, 60 anos, estréia
na biografia. No 12º livro de sua carreira, o autor revisita as conquistas e as derrotas dos índios guaranis em 500 anos.

O que leva um romancista a fazer biografia?
Como romancista, o que mais me atrai é ter um grande personagem na mão. E fiquei fascinado com a história de Cunhambebe.

O que mais o surpreendeu em quatro anos de pesquisa?
Descobri que os índios não tiveram escolha: era escravidão ou morte.

A comemoração do Descobrimento do Brasil foi um incentivo?
Quando comecei a pesquisar, pouco se falava em 500 anos. Mas quando os índios invadiram as comemorações, meu editor me perguntou: “Você combinou com eles?”

O que mais o marcou durante a pesquisa?
As tribos que visitei me remeteram à minha infância no interior da Bahia. Fui criado num sistema tribal. Era índio e não sabia.

Vê alguma solução para o problema do índio?
Não. Ele continua se defrontando com os mesmos problemas.
Só produz o necessário para viver e isso é inconciliável com nossa sociedade. Os índios vão sendo empurrados cada vez mais para os guetos, como gado para o curral.

© Copyright 1996/2000 Editora Três