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Leia um trecho do livro

Biografia

Meu Querido Canibal
Antônio Torres constrói relato biográfico sobre o índio brasileiro

Gabriela Mellão

Divulgação

Os primeiros habitantes do Brasil acabam de ganhar uma obra que faz jus a sua coragem e seus valores. Meu Querido Canibal (Record, 192 págs., R$ 20), de Antônio Torres, relato sobre as primeiras décadas de 1500, introduz os brasileiros no universo mágico do líder indígena Cunhambebe – provavelmente, nosso maior guerreiro de todos os tempos. Temido e adorado, Cunhambebe foi o mais valente dos índios que lutaram contra a “escravidão ou morte” imposta pelos portugueses na época do Descobrimento.

A biografia – romanceada por falta de registros e para dar leveza à narrativa – põe em cheque a palavra e o brio dos portugueses. Eles aparecem como mentirosos, traidores e até mesmo medrosos diante da força indígena. “Duvido que o livro seja aceito em Portugal”, diz Torres (leia entrevista). Dividido em três partes, Meu Querido Canibal acompanha a trajetória da Confederação dos Tamoios, grupo social que uniu os guerreiros nativos do litoral paulista ao Rio de Janeiro, na maior organização de resistência aos colonizadores do País. Em seguida, traça um panorama das crenças indígenas e traz a discussão para a atualidade. Levanta os significados do canibalismo, mostrando, por exemplo, que o vencedor devora o inimigo a fim de recuperar a energia e a coragem gastas no embate. Na terceira parte, Torres conta sua peregrinação pelas tribos e a trajetória de sua pesquisa. O autor vira personagem e relata em primeira pessoa o quão distantes e imprecisas as raízes indígenas estão hoje de seu povo.

Herói antropofágico

© Copyright 1996/2000 Editora Três