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Drama

28 Dias
Sandra Bullock é uma alcoólatra em drama light

Lilian Amarante

Divulgação
Sandra: em busca de um papel com densidade

Depois de Velocidade Máxima 2, infeliz continuação do filme que estrelou ao lado de Keanu Reeves, Sandra Bullock, a namoradinha dos Estados Unidos, tinha motivo de sobra para tomar um porre. Foi exatamente o que ela fez, mas só na ficção. Em 28 Dias, filme que estréia sexta feira 2 em todo o País, a estrela de Hollywood (leia entrevista) vive o papel de uma escritora, Gwen Cummings, bem sucedida e alcoólatra. Freqüentadora assídua dos bares de Nova York, ela só começa a perceber que a vida está fora de controle quando arrasa com a festa de casamento da irmã. Cai sentada no bolo da noiva, bate o carro que levaria o casal para a lua-de-mel e se vê obrigada a enfrentar 28 dias de recuperação em uma clínica para dependentes de álcool e drogas.

É aí que o drama – se é que ele de fato existe no filme – começa. 28 Dias acompanha o mergulho de Gwen no universo dos dependentes e nos próprios problemas – passados e atuais. Entre recordações da infância e visitas do namorado alcoólatra Jasper (Dominic West, Sonhos de Uma Noite de Verão), a escritora convive com tipos estranhos e muitas vezes engraçados, como um jogador de baseball viciado em mulheres.

O que falta em 28 Dias é a densidade que o assunto, pelo menos em tese, exige. Alcoolismo na vida real é drama e a recuperação é lenta e difícil. A diretora Betty Thomas optou por uma leitura bem mais amena, com direito a muitas piadinhas pelo caminho. Uma pena. Com argumento interessante e elenco bem equilibrado, Sandra poderia ter se arriscado em um papel (e um filme) mais complexo. Em 28 Dias, ela faz rir e até chorar, mas sempre como uma boa moça.

Whisky com guaraná

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