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Comédia Romântica

Fogo Sagrado
Musa de Titanic aparece nua na primeira comédia de Jane Campion

Neusa Barbosa

Divulgação
Kate Winslet: interpretação vigorosa em uma história de amor nada convencional

Kate Winslet deixa Titanic para trás e estrela esta curiosa mistura de comédia, drama e romance que a diretora Jane Campion (O Piano) colocou no mesmo caldeirão em Fogo Sagrado. É o filme mais leve e intrigante da carreira da diretora neozelandesa.

Desde o início, o espectador que espera histórias mastigadinhas, em que o bem e o mal se colocam em campos opostos, ficará um tanto confuso. O profano e o sagrado, o cômico e o dramático e o masculino e o feminino se misturam neste criativo mergulho nos rumos do amor, da fé e da procura da identidade. Ruth Barron (Kate) é uma jovem australiana que viaja para a Índia em férias e se encanta por um guru. A família em pânico convoca um especialista americano, PJ Waters (Harvey Keitel, O Piano), que já resgatou 189 pessoas de cultos parecidos. Isolados numa cabana, Ruth e PJ percorrem todas as possibilidades da convivência humana, dos desaforos verbais à paixão, da sedução à agressão física.

Não é um rumo convencional para uma história de amor e sua graça está precisamente aí. Diretora de instintos afinados, Jane Campion consegue interpretações vigorosas de Kate e Keitel. Kate, aliás, despoja-se como nunca, emocional e fisicamente, até, numa cena de nudez frontal, mostrando sem medo sua generosa anatomia de musa renascentista da era moderna.

Paixão anticonvencional

© Copyright 1996/2000 Editora Três