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Domingos da Guia
Considerado pelos amantes do futebol como o mais clássico zagueiro brasileiro de todos os tempos, o “Divino Mestre” morreu aos 87 anos, de derrame cerebral, no Rio de Janeiro

por Gustavo Maia, com colaboração de Cândida Silva

Gilson Barreto/O Dia

O cenário era a semifinal da Copa da França, em 1938. Num lance fora da disputa de bola, Domingos da Guia revida uma agressão do atacante italiano Piola dentro da área do Brasil. Penalidade convertida, era o fim do sonho da primeira conquista mundial da seleção brasileira. Mas o que poderia marcar um jogador durante toda sua carreira, não chegou sequer a abalar o passado vitorioso e os onze anos de conquistas que o zagueiro Domingos da Guia ainda teria pela frente.

Carioca de nascimento, começou sua carreira no Bangu, no final dos anos 20, mas só chegou à glória em 1934, quando foi campeão estadual pelo Vasco da Gama. No Flamengo, foi o comandante dos títulos de 1939, 42 e 43. Foi um dos primeiros jogadores nacionais a defender equipes estrangeiras. Campeão pelo Boca Juniors, da Argentina, e pelo Nacional, do Uruguai, Domingos da Guia emocionou platéias do mundo todo aliando a garra de um defensor com a habilidade e classe de um atacante, características que lhe renderam o apelido de “Divino Mestre”. “Eu fui zagueiro por acaso. Nasci para ser atacante”, costumava dizer.

Quando sagrou-se campeão uruguaio, teve noção da devoção de seus torcedores. No dia seguinte à conquista, um jornal de Montevidéu trazia a manchete: Até as colunas do Estádio Centenário se curvaram perante a classe de Domingos. Atuou ainda pelo Corinthians antes de transferir-se para o Bangu, onde encerrou sua carreira, em 1949. Devido à ausência de campeonatos mundiais na década de 40, deixou de servir à seleção o quanto lhe caberia, mas viu a herança de seu futebol brilhar com a camisa amarela na pele de seu filho Ademir da Guia, o maestro da equipe do Palmeiras na década de 70. Ele morreu na quinta-feira 18, no Rio de Janeiro, onde morava com a companheira Sandra. Seu corpo foi sepultado no cemitério da Saudade, zona oeste do Rio. Deixa três filhos e sete netos. “Meu pai morreu feliz porque sabia que era amado pelo povo brasileiro”, disse Ademir.

Eva Jagger,
Mãe do vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, 56, morreu na quinta-feira 18, dia do primeiro aniversário de seu neto mais novo, Lucas Morad Jagger, aos 87 anos, por problemas cardíacos.


Fã do filho e dos Rolling Stones, Eva tinha um livro de recortes de jornal sobre a banda, que colecionou desde o início da década de 60 até os dias atuais. Certa ocasião, chegou a criticar o primeiro baixista da banda, Bill Wyman, por ter cometido um erro em uma das biografias que escreveu sobre o grupo. Deixa o marido Joe e os filhos Mick e Chris.

AP

Sir John Gielgud,
Intérprete shakespeariano, que formou o trio de atores-cavaleiros, ao lado de Sir Laurence Olivier e Sir Ralf Richardson, morreu no domingo 21, aos 96 anos, em Londres.

Formado pela Real Academia de Arte Dramática de Londres, Gielgud completou seus estudos em Oxford. Em 1924 estrelou seu primeiro filme, Who’s the Man, e em 1928 faria o grande papel de sua vida, interpretando, segundo a crítica mundial, o melhor Hamlet de todos os tempos. Seu último trabalho no cinema foi em 1992, com A Última Tempestade, adaptação do diretor Peter Greeenaway para a obra A Tempestade, de Shakespeare.

Pique Riverte
Maestro da orquestra de Zezé di Camargo e Luciano, morreu no domingo 21, aos 54 anos, de câncer no pâncreas e fígado.

Ele começou sua carreira nos anos 60, integrando a RC7, banda que acompanhava Roberto Carlos. Trabalhou com Os Incríveis e, na década de 80, liderou o grupo Placa Luminosa. Nos últimos anos, regia a orquestra da dupla sertaneja Zezé di Camargo
e Luciano. Riverte estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde 3 de abril. Deixa mulher e três filhas.

AP

Barbara Cartland,
Escritora inglesa, autora de 723 romances, morreu no domingo 21, aos 98 anos, em Londres.

Avó de criação da princesa Diana, Barbara ficou conhecida por declarar que escrevia um livro a cada duas semanas. Apesar de nunca ter recebido uma linha da crítica britânica, era uma das mais populares escritoras do Reino Unido. Seus romances foram traduzidos para 36 idiomas, levando-a a alcançar a marca de um bilhão de exemplares vendidos. Declaradamente contra o sexo antes do casamento, Barbara trajava-se obrigatoriamente de cor-de-rosa todas as vezes que se punha a escrever. A causa da morte não foi divulgada.

Paulo Jackson Vilas-Boas (PT-BA),
Cumprindo seu terceiro mandato como deputado estadual na Bahia, morreu na sexta-feira 19, aos 48 anos, num acidente de ônibus, em Porto Feliz do Morro.

Conhecido como o mais aguerrido parlamentar da oposição na Assembléia Legislativa da Bahia, combateu por dez anos os aliados do senador Antônio Carlos Magalhães, tornando-se líder da bancada oposicionista. Engenheiro civil, elegeu-se deputado em 1990 e foi reeleito em 1994 e 1998. Seu corpo foi sepultado no cemitério Jardim da Saudade, com a presença do presidente de honra do PT, Luís Inácio Lula da Silva.

Groove Chapman,
O americano que pintou a morte de Antônio Conselheiro, no livro "O Episódio de Canudos", de Euclides da Cunha, relançado em 1978, faleceu aos 76 anos, de mal de Parkinson.

Chapman vivia no Rio de Janeiro desde 1951, quando chegou ao Brasil para expor suas obras. Em 1976 ficou conhecido no mundo todo, depois de pintar a morte de Antônio Conselheiro. “Euclides da Cunha é um Deus que cria uma atmosfera na Terra e coloca os homens nela”, dizia sobre o escritor. Suas obras mais recentes foram recolhidas pela família, que pretende abrir um museu em sua homenagem, em Princetown (EUA)

AP

Jean-Pierre Rampal
Responsável pela valorização da flauta como instrumento solo, o músico francês morreu aos 78 anos

Nascido em Marselha, em 1922, Rampal começou a estudar música ao mesmo tempo que cursava a faculdade de Medicina. Durante a II Guerra, entrou para o Conservatório de Paris e deixou a faculdade, temendo prestar serviços aos nazistas. Transitou por todos os estilos, do jazz à música indiana, fazendo com que a flauta passasse a ser valorizada como instrumento solo, incomum nos anos 40. Depois de ser considerado um dos responsáveis pelo renascimento do estilo barroco nos anos 50, tornou-se o campeão em vendas entre os músicos clássicos. Nos últimos anos, tornou-se regente e escreveu uma autobiografia, intitulada Música, Minha Vida. “Sua flauta falava ao coração. É uma luz que se apaga”, declarou o presidente francês, Jacques Chirac.

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