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Família

Entre o roteiro e a fralda
De licença-maternidade há um ano, Carolina Dieckmann volta à tevê em Laços de Família, mas planeja outro filho

Viviane Rosalem

André Durão
“Poderei almoçar em casa para ver o Davi ou pedir ao motorista para levá-lo nos intervalos das gravações’’ Carolina Dieckmann

Em maio de 1998, depois de receber a triste notícia de que perdera o bebê que esperava, Carolina Dieckmann, então com 19 anos, ligou aflita para Manoel Carlos, autor de Por Amor, novela na qual atuava, para pedir que a poupasse da cena em que sua personagem comemorava a gravidez. Do outro lado do telefone, Maneco, como é chamado carinhosamente pelos atores, não só atendeu ao pedido da atriz como a avisou que escreveria um papel sob medida para ela em sua próxima novela. Dito e feito. Em junho, Carolina estreará como uma das protagonistas de Laços de Família.

Com uma vaga garantida ao estrelato, a atriz decidiu realizar o sonho antigo de ser mãe. Com a ajuda de hormônios, ela conseguiu engravidar em um mês e há um ano deu à luz Davi. Desfrutou da licença-maternidade até embarcar para o Japão, em abril, para gravar os primeiros capítulos da novela. Durante os 11 dias no exterior, gastou US$ 500 de ligações interurbanas para ouvir o menino falar “mamãe” ou cantar “cai cai balão”. Em dezembro, quando recebeu do diretor Ricardo Waddington a confirmação de sua escalação no elenco, começou a se preparar para voltar ao vídeo. Perdeu dez quilos, contratou uma babá e mudou-se para a Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para ficar mais próximo dos estúdios do Projac. “Poderei almoçar em casa para ver o Davi ou pedir ao motorista para levá-lo nos intervalos das gravações”, planeja.

Carolina gostou tanto da expe-riência de ser mãe que faz planos para repetir a dose. Casada com o ator Marcos Frota, 44, ela quer engravidar novamente em dezembro, quando tiver terminado de gravar Laços de Família. “Quero ter uma menina”, avisa. A atriz começou a exercer sua vocação para mãe quando se viu diante da responsabilidade de cuidar dos três enteados, Amaralina, hoje com 20 anos, Apoena, 19, e Tainã, 10. Quando se casou com o ator, em 1996, ele era viúvo há quatro anos. “De início, enfrentei a rejeição do mais novo”, conta. Ela só conquistou a confiança do garoto com o tempo. “Saíamos para passear, jogávamos videogame, estudávamos juntos, mas sempre saía uma faísca”, conta. Hoje, o menino a homenageia no Dia das Mães.

Com os mais velhos, Carolina adotou a política da boa vizinhança. “Hoje somos grandes amigos”, conta. Com a mais velha, ela sempre teve um diálogo franco. As duas, inclusive, já foram ao ginecologista juntas. “Temos praticamente a mesma idade e os papos, muitas vezes, são os mesmos”, diz a atriz. Quando se mudou para o apartamento de Marcos, ela teve que estabelecer regras, tais como não sentar no sofá de tênis, não comer no quarto, e não jogar videogame na sala de jantar. “Eles faziam da sala um campo de futebol”, lembra.

Carolina conheceu Marcos no Ceará, em 1996, enquanto gravava Tropicaliente. O ator convidou a atriz para se apresentar em seu circo, que estava em turnê naquele estado. Namoraram duas semanas até começarem a dividir o mesmo teto. A união só foi oficializada em 1997. “Quem conhece a Carol, acaba se apaixonando por ela”, derrete-se Marcos. Os 23 anos que separam o casal nunca incomodaram os pais da atriz, a administradora de empresas Maira, 48 anos, e o engenheiro naval Roberto, 50 anos. “Só quis ter certeza de que a Carol sabia o que estava fazendo”, diz Maira.

O entrosamento entre mãe e filha sempre existiu. Até mesmo quando Carolina perdeu a virgindade aos 15 anos, com o primeiro namorado, o ator Victor Hugo. “Cheguei para minha mãe e disse: vamos ao ginecologista que eu quero perder a virgindade”, lembra. Atualmente, a atriz critica a banalização do sexo e confessa que sempre foi romântica. “Acho que a mulher nasceu para ser de um homem só”, avisa. Não ficaria seduzida se recebesse outro convite para posar nua para uma revista masculina, como aconteceu quando estava no ar na novela Vira Lata. Carolina avisa que é contra a moda do silicone nos seios. “Não estou nem aí se o padrão de beleza é ter nariz fino ou peito grande, como a Gisele Bündchen”.

Foi como modelo da Agência Class, atual Ford, que a atriz começou sua carreira, aos 13 anos. Estava em Búzios, jogando bola na praia de Geribá com seus irmãos, os gêmeos Frederico e Edgar, hoje com 19 anos, e Bernardo, hoje com 24, que ela foi descoberta. Fez algumas campanhas publicitárias até participar do teste para a minissérie Sex Appeal, quando foi escolhida pelo diretor Ricardo Waddington. “O que me chamou a atenção foi a sua espontaneidade”, diz Ricardo. “Engraçado é que eu nunca pensei em ser atriz. Achava que nunca iria decorar um texto”, lembra Carolina.

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