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Crise

O inferno astral de Angélica e Maurício Mattar
O casal, que passa por fase difícil em suas carreiras, volta a ter conflitos e os pais da apresentadora queixam-se da ausência de Mattar no convívio em família

Viviane Rosalem

André Durão
Angélica e Maurício discutem na platéia do ATL Hall, no Rio, durante o show de Djavan, domingo 14. Maurício chegou sozinho e se agachou ao se lado para tentar fazer as pazes. Os dois acabaram se reconciliando após o espetáculo.

A platéia do ATL Hall, no Rio, não assistiu só ao show de Djavan no domingo 14. Quem se sentou próximo à apresentadora Angélica, 26 anos, testemunhou seu namorado, Maurício Mattar, 36, que chegara sozinho, se agachar ao seu lado numa clara tentativa de fazer as pazes. Brigados, os dois se reconciliaram no jantar após o espetáculo. Dois dias depois, Mattar era visto sozinho, desta vez no Prêmio Multishow de Música, no Teatro Municipal do Rio. Não é só no namoro que Angélica e Mattar enfrentam turbulências. Enquanto ela amarga derrotas na audiência para as concorrentes Eliana, da Record, e Jaqueline Peticovik, do SBT, ele não consegue emplacar seu novo disco, Verdades e Mentiras. O CD não ultrapassou 15 mil cópias.

Os pais da apresentadora, Angelina, 56, e Francisco Ksyvickis, 61, mantêm a resistência ao namoro. Se antes temiam o envolvimento de Mattar com as drogas, hoje cobram do namorado a ausência do convívio familiar. “Ele peca em não dar atenção a nossa família”, diz Márcia Marba, 37 anos, irmã de Angélica. O ator não aceita convites para partidas de buraco ou jantares de família. “Nossa mãe diz: como ele pode querer construir uma família com Angélica se não é uma pessoa família?”. Márcia desmente os rumores de uma nova crise no relacionamento. Diz que a apresentadora não acompanhou o namorado na festa do Teatro Municipal porque estava “cheia de bolhas nos pés”, devido às seis horas de gravação no dia. “Estamos bem”, diz Angélica. “Para sermos felizes, precisamos ter família, amigos, trabalho e amor. Tenho sorte de ter tudo isso.”

Mas o trabalho tem trazido dissabores para a lourinha. Entre 9 e 18 de maio, segundo a média do Ibope, ela empatou com Eliana três dias, ganhou três, mas perdeu quatro. “Os índices são da febre Pokemon”, diz Márcia. “A Globo confia na Angélica, sabe que o problema não é dela e a trata com carinho.” A emissora estuda mudanças para o seu programa em julho. Angélica, contratada da emissora até 2001, deve apresentar o Globinho, novo nome cogitado para o Angel Mix, e uma novela infanto-juvenil. O título provisório é As Aventuras de Angélica. “Haverá humor, clipes e convidados”, conta Angélica. A irmã da apresentadora diz que ela reivindicava mudanças desde o ano passado, mas que o projeto só saiu da gaveta quando Roberto Talma assumiu a direção geral do Angel Mix, em janeiro. “Não tenho nada a dizer por hora. Tudo o que dizem é precipitado”, desconversa Talma.

Não é a primeira vez que a Globo tenta levantar a audiência do programa de Angélica, que já passou por inúmeras modificações. Quando estreou em 1996, sob a direção de Boninho, Angélica estrelava a novelinha Caça Talentos. Era líder de audiência, mas estava insatisfeita com o quadro em que bancava atriz. “O que Angélica gosta de ser é apresentadora”, diz Márcia. Um ano depois, Caça Talentos saiu do ar. Em 1998, Boninho foi substituído por Roberto de Oliveira. Para dar um tom educativo, Oliveira criou Flora Encantada, em outubro. A idéia naufragou. Em janeiro, Talma assumiu e tirou a atração do ar devido ao fraco desempenho no ibope.

Para Mattar, as portas se fecham desde que ele decidiu virar cantor. No início do ano, a Record quis renovar seu contrato para novelas, mas ele recusou. Fez uma contraproposta à emissora – na qual havia atuado em Louca Paixão – para ter um musical. Ouviu não. A dedicação exclusiva à música não alavancou sua carreira. Lançado em setembro pela Road Runner Records, seu sexto disco vendeu 15 mil das cem mil cópias esperadas, segundo o gerente de marketing, Carlos Alberto Moraes. “Esperávamos mais sucesso”, diz. O diretor artístico Jean Marcel Junior lembra que os problemas pessoais de Mattar prejudicaram o trabalho. Na época, ele foi internado com depressão. “O CD atrasou e atrapalhou o plano de venda”, afirma. Mesmo assim ele espera pela boa vontade de Mattar para retomar a agenda de shows e divulgação do disco. “Estamos aguardando. Porque ele só pensa no piloto do programa musical que quer fazer”, diz o diretor.

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