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Você
conhece bem os seus ídolos? Então descubra de quem estamos falando.
Respostas no final da coluna.
1. Falo o que quero, sem papas na língua. Algumas pessoas ainda
se assustam com meu jeito agressivo, gesticulador, quando falo em minha
coluna eletrônica de um grande telejornal. Sou cineasta, responsável
por filmes como Eu Sei que Vou
te Amar e Tudo Bem. Hoje, no entanto, além da tevê escrevo
livros e roteiros e cuido de minhas duas filhas.
2. Sou garota sangue-bom, carioca beleza. Anos atrás, encantei
a molecada como cantora da Blitz, mas preferi a carreira solo e me dei
melhor ainda. Hoje, da formação original, só eu
e o Lobão continuamos em evidência. Mas cada um
na sua. A minha, é da lata ou, no mínimo, a 40 graus.
Mas apesar desse papo todo, sou a maior mãezona, sacô bixo?
3. Tive uma vida de contradições. Por exemplo, fui pobre
e epilético, filho
de um pintor de paredes mulato e de uma portuguesa de prendas domésticas,
neto
de escravos alforriado. Nasci no Morro do Livramento, Rio de Janeiro,
em 1839, já então sofrendo com o descaso das autoridades
com as imundícies, tanto as chãs quanto as morais. No
entanto, sou hoje considerado o maior romancista brasileiro de todos
os tempos. Em obras como Dom Casmurro e Memorial de Aires, eu demonstrei
como
o Brasil importa idéias da Europa e as aplica de forma errada.

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