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Leonardo

“Amo ser brega”
A um mês do segundo aniversário da morte de Leandro, cantor diz que prefere parar de cantar a formar uma nova dupla

Alessandra Nalio

Julio Vilela
“Adoro quando as fãs me chamam de tomateiro, acho bom demais. É gratificante ver na platéia uma fã que me acompanhou de ônibus”

Este mês, Leonardo lança o disco Quero Colo, o segundo de sua carreira solo, desde que seu irmão e parceiro, Leandro, morreu de um câncer raro no pulmão, há dois anos. A um mês do aniversário da morte do irmão, Leonardo diz que ele ainda lhe aparece em sonhos e que rezou para que seu sofrimento fosse encurtado. “Ele sempre pede para eu dar uma força e olhar pelos filhos dele”, conta o cantor. Aos 36 anos, Leonardo está preparando Pedro, um de seus cinco filhos, e Thiago, o filho mais velho de Leandro, para formarem uma dupla sertaneja, ainda sem data para estrear. “Eles vêm para substituir o Leandro & Leonardo. Tenho certeza que quando botarem a cara na tevê vai ser para ficar”, garante. Em São Paulo, no intervalo da gravação do clip para a música “Deixaria Tudo”, do novo disco, Leonardo conversou durante 20 minutos com Gente. Falou, entre outras coisas, que não se importa em ser chamado de brega e que já tentou em vão mudar seu nome de batismo, Emival Eterno da Costa.

No dia 23 de junho, fará dois anos que Leandro morreu. Haverá alguma cerimônia?
Sim, faremos uma missa. Até hoje, fãs visitam o túmulo diariamente.

Ainda sonha com ele?
Sonho sempre. Ele pede para eu dar uma força para os filhos dele.

É o que você está fazendo, investindo na dupla entre seu filho Pedro e Thiago, filho de Leandro?
Sim. Eles fazem aulas de canto e de interpretação. Essa dupla vem para substituir o Leandro & Leonardo. E não é tarefa fácil. Nossa carreira foi super bem-estruturada. Não queremos lançar um produto que apareça e depois vá embora. Mas não dou conta de cuidar deles, minha agenda é terrível. Tenho minha irmã mais nova, a Mariana, que tem mais gás para ir para a estrada com eles. Tenho certeza que quando botarem a cara na tevê vai ser para ficar.

Eles que pediram para cantar?
O Thiago gosta muito de cantar, é segunda voz, como o pai. É intuitivo, aulas de canto são quase desnecessárias. E o Pedro pediu para ser cantor.

Há gravadoras interessadas nos meninos?
Temos propostas da Sony, da BMG e da Universal Music.

Depois da doença de Leandro, ficou preocupado com sua saúde?
Não me preocupo com nada. Nunca fiz check-up. Quando chega a hora da pessoa partir, não tem beleza, dinheiro, hospital ou doutor que segure. Quando Deus quer levar não tem jeito. Se você sente uma dor, tem por obrigação fazer check-up, mas nunca senti dor em lugar nenhum. Nem dor de cabeça ou de dente.

Já montou a instituição de ajuda às crianças com câncer, que seu irmão queria?
Estamos construindo ao poucos, em Goiânia. Vai se chamar Centro de Apoio às Pessoas com Câncer São Luís. O nome de batismo do Leandro é Luís, por causa do santo.

Em algum momento rezou para que o sofrimento do seu irmão terminasse antes?
Claro, rezei para que o sofrimento dele terminasse logo. Dois dias antes dele morrer, um amigo de Goiânia, o João de Deus, que é vidente, veio ver o Leandro. Depois me ligou e disse: “Leonardo, pode ficar tranqüilo que seu irmão não está mais nessa vida. Não precisa mais tanto sofrimento.” Liguei para minha irmã e pedi que ela me ligasse quando meu irmão morresse. Quando o Leandro morreu eram 23h40. Dez minutos antes, minha tevê, num hotel, saiu do ar. Fui fazer um show. Quando acabou o show, meu irmão mais novo, o Alessandro, me abraçou e disse que nosso sofrimento havia acabado.

Procurou Chico Xavier?
Estive com o Chico Xavier, almocei com ele, mas não tive coragem de perguntar nada. Tinha muita gente na casa dele, fotógrafos e repórteres.

Sente falta de ter com quem dividir os problemas e sucessos?
Lógico, é muita responsabilidade. Mas formar uma nova dupla, não. Leandro é insubstituível, se for para cantar com outra pessoa, prefiro parar de cantar.

Sabia que ele havia guardado sêmen numa clínica?
Das coisas íntimas dele, não sabia.

O que foi feito do sêmen?
Cinco dias depois de sua morte, estava num restaurante, na França, onde faria um show da Rede Globo, e entrou o doutor Roger (Roger Abdelmassih, especialista em reprodução assistida), que eu nem conhecia. Ele me disse que meu irmão havia guardado sêmen em sua clínica e queria saber o que deveria fazer. Minha família decidiu descartar.

Você está casado?
Nunca fui casado, moro junto com uma mulher (Polyana) em Goiânia e tenho um filho com ela (José Felipe da Costa, de 3 anos).

É ciumento?
Não, só explico como as coisas funcionam. Quer fazer as coisas, faça bem feito, não deixa vazar. Porque se ficar sabendo, meto o pé na bunda. A mulher é que cava a própria sepultura.

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