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Documentário
Chico
e as Cidades
Em
passeio pelo Rio, Chico fala de samba, futebol, palcos e bastidores
Paula
Alzugaray
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Divulgação
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Chico
Buarque na quadra da Mangueira: visitas aos lugares preferidos
no Rio de Janeiro
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Assim como as paredes da casa de uma das irmãs de Chico Buarque
foram “projetadas de modo que quem entrasse no jardim poderia
ver o oceano e as ilhas ao fundo, através da casa”, o documentário
Chico e as Cidades abre janelas para belas vistas da obra
do compositor. Cenário de suas letras e literatura, o Rio de Janeiro
é a paisagem predominante, mesmo entre citações a Paris, Buenos
Aires e às duas cidades onde viveu durante a infância, Roma e
São Paulo.
O
assunto, um registro do show As Cidades – que esteve em
turnê nacional em 1999 –, é o pretexto para um giro pela natureza
da relação de Chico com o Rio e seus habitantes. Os amigos estão
representados por Maria Bethânia, com quem encontra-se em uma
trilha da Floresta da Tijuca para cantarem juntos “Olhos nos Olhos”
e lembrarem o dia em que a cidade assistiu a um espetáculo de
discos voadores no céu. Os ídolos, reverenciados nas figuras solenes
de Oscar Niemeyer, Tom Jobim e Tostão. Os bons momentos, bem vividos
no futebol. As melhores vistas, de cima das lages do morro da
Mangueira, acompanhado da velha guarda da Estação Primeira. A
homenagem cabe, por fim, ao baterista Wilson das Neves, em um
sensível discurso ao amigo de 30 anos.
Um
dos acertos deste documentário que será transmitido na sexta-feira
27 às 21h30 pelo canal a cabo Multishow é a execução completa
das músicas do show. A hipnose produzida por uma boa filmagem
das atuações de Chico Buarque permanece até os acordes finais
de cada canção. A direção de José Henrique Fonseca, da Conspiração
Filmes (leia entrevista), garante
ao espectador o tempo certo para se deixar envolver pela poética
de Chico. Sem cortes ou interrupções bruscas. As cenas que se
seguem às musicas vêm em ritmo tão manso quanto a cadência do
canto do compositor.
Se
as principais facetas do homem e do artista estão descritas em
Chico e as Cidades – o samba, o futebol, a arquitetura
e a literatura – fica faltando explorar o lado boêmio de Chico,
só lembrado no samba-enredo que a Mangueira dedicou ao compositor.
O tema fecha o documentário e é cantado divinamente pela cozinheira
da ala das baianas enquanto bota água no feijão.
Não
perca
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