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Drama
Macário
Caio
Blat busca a afirmação de seu talento em peça
de Álvares de Azevedo
Mauro
Ferreira
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Divulgação
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Caio
Blat e Emílio Orciollo em cena: boas interpretações para
texto do século 19
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Ao escrever em 1852 sua única peça, Macário, o poeta romântico
Álvares de Azevedo não deu grande contribuição ao então nascente
teatro brasileiro. Como bom poeta, Azevedo preocupou-se mais com
a exposição de suas idéias do que com a construção de uma dramaturgia
que veiculasse seu pensamento através da ação. É essa ausência
de dramaturgia o principal problema de Macário, espetáculo
de grande beleza plástica, em cartaz no Teatro Café Pequeno, no
Rio.
Iniciativa
do jovem ator Caio Blat, que busca no teatro a afirmação de seu
talento revelado na televisão, Macário vem à cena com interpretações
cuidadosas. Blat, que interpreta o vilão Bruno em Esplendor,
novela das seis da Rede Globo, estabelece com Ana Beatriz Nogueira
e Emílio Orciollo Netto um respeitado trio de atores, que demonstra
intimidade com a linguagem teatral. E o diretor Otávio Müller
faz o que pode para expor os delírios do texto com clareza. Ainda
que a opção por manter a linguagem rebuscada do século 19 colabore
para deixar tudo ainda mais confuso.
O
texto de Macário foi escrito por Azevedo no leito de um
hospital, às vésperas de morrer de tuberculose, aos 21 anos. É
como um testamento de princípios expelido a golfadas. Blat é Macário,
o estudante desiludido e realista que tem suas idéias confrontadas
com Penseroso (Orciollo), o poeta romântico que cultiva o sonho
e a esperança. No meio dos dois, está Satã (Ana Beatriz) com sua
língua diabólica a expor os podres da sociedade.
Vale
pela beleza plástica.
Até 2 de julho – Av Ataulfo de Paiva, 269 – Rio de Janeiro
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