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Entrevista

O Ócio Criativo
Sociólogo italiano dá alternativas para o aproveitamento do tempo

Luiz Octávio de Lima Camargo

Domenico De Masi é uma celebridade que já dura mais de 15 minutos e dá o que pensar. Há dois anos, sua entrevista ao Roda Viva produziu o primeiro “video best-seller”, se não da televisão brasileira, ao menos da Rede Cultura. Vasta erudição, além de bom humor e otimismo ajudam a compor um carisma de comunicador que só faz aumentar o interesse pelo seu pensamento. Ele não é o primeiro intelectual a investir contra a importância abusiva que se dá ao trabalho, mas foi o primeiro a fazê-lo desde dentro da estrutura do trabalho: é um consultor de mega-empresas globalizadas. Também não foi o primeiro a prognosticar uma sociedade na qual o trabalho humano será cada vez mais raro, mas sim a responder à questão: sem trabalho, em que investir o tempo? O Ócio Criativo (Sextante, 336 págs., R$ 27), para De Masi, é a forma de dar vida a um tempo – que, sem o trabalho obrigatório, seria morto –, investindo nele o que cada um de nós tem de mais criativo.

Este seu livro, além de ilustrar essa resposta, pretende ser um bordejo sobre seu pensamento como um todo, com comentários insólitos mas cheios de bom senso sobre temas candentes da atualidade: a razão e a emoção, o trabalho e o não trabalho, a vida sem emprego, o estético como critério de vida, o feminino como padrão da pós-modernidade. Todos esses temas são tratados numa entrevista à jornalista Maria Serena Palieri, recurso que facilita a leitura. No livro, os brasileiros se verão retratados a todo instante, com traços que para o autor serão indispensáveis no próximo século.

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