CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 LUA DE MEL
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK 
 BUSCA
 ASSINE O BOLETIM
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 FALE CONOSCO
 EXPEDIENTE
 PUBLICIDADE

 Cinema
Exposição
Livros
Música
Teatro
Televisão

Drama

O Hotel de Um Milhão de Dólares
Wim Wenders dirige história do roqueiro Bono Vox, do U2

Neusa Barbosa

Divulgação
Mel Gibson e Milla Jovovich: personagens excêntricos

Wim Wenders está novamente em alta. Depois de uma indicação ao Oscar de Melhor Documentário com o festivo Buena Vista Social Club, sucesso de público em toda parte, venceu o Urso de Prata de direção no último Festival de Berlim com o estiloso O Hotel de Um Milhão de Dólares, que tem história, produção executiva e música do roqueiro irlandês Bono Vox, do U2.

Aos 55 anos, Wenders procura mais uma vez uma sensibilidade moderna, pós-tudo, para contar a história de uma tribo de excêntricos, concentrados no hotel que tem o mesmo nome do título. Lugar decadente, onde moram malucos em todas as freqüências, como Dixie (Peter Stormare, Fargo), que jura ser um fictício quinto Beatle a quem negam eternamente o crédito dos sucessos atribuídos apenas a Lennon e McCartney. Ou Eloise (Milla Jovovich, Joana D’Arc de Luc Besson), figura que carrega sempre um livro na mão e garante que ela mesma não existe.

A ligação entre hóspedes que ocupam cada um seu mundo à parte é Tom Tom (Jeremy Davies, O Resgate do Soldado Ryan), que se autodefine como “mordomo de mendigos”. Tom Tom é o garoto de recados, o entregador, o confidente, o porta-voz. Solto na vida, ele se espeta na paixão por Eloise e na fúria de um agente do FBI, Skinner (Mel Gibson, O Troco). Pescoço duro, até porque usa um eterno colete ortopédico, o agente entra no ninho do hotel decaído para investigar a morte de Izzy (Tim Roth, A Lenda do Pianista do Mar), um filho de bilionário que recentemente caiu do último andar do prédio.

Cada um destes personagens, devidamente banhados pela luz e pela câmera elegante de Wenders – sem contar a competente trilha sonora – podem até ter seus atrativos individualmente. Mas são partes que não formam um todo, apesar da embalagem atraente. O argumento de Bono não segura o filme, que daria um bom curta-metragem, ou melhor ainda, um videoclipe. Só mesmo Mel Gibson dá a impressão de estar se divertindo muito, satirizando todo e qualquer durão do cinema, seja Clint Eastwood, Arnold Schwarzenegger e até ele mesmo.

Videoclipe longo demais

© Copyright 1996/2000 Editora Três