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O Brasil em Cannes

Lilian Amarante

Divulgação
Björk e Lars Von Trier: venceram os favoritos

A 53º edição do Festival de Cinema de Cannes terminou sem grandes sobressaltos ou surpresas, concedendo a Palma de Ouro ao musical Dancer in The Dark, do dinamarquês Lars von Trier, o mesmo que dirigiu Os Idiotas, em 1998, sob a égide do movimento Dogma. O filme, com boa acolhida de crítica e público, vinha sendo apontado como o grande favorito do Festival, numa seleção que muitos consideraram fraca demais. Dancer in The Dark deu ainda à cantora islandesa Björk – em sua primeira experiência cinematográfica, contracenando com ninguém menos que Catherine Deneuve – o prêmio de melhor atriz.

O prestigiado cinema chinês levou para casa duas Palmas: melhor ator para Tony Leung, de In The Mood for Love, e prêmio do júri para a produção chinesa Guizi Lai Le, de Wen Jiang. O prêmio de melhor direção acabou nas mãos do tailandês Edward Yang, de Yi Yi.

Para os brasileiros, Cannes foi uma vitrine valiosa. Se Ruy Guerra não conseguiu boa acolhida com seu Estorvo, Andrucha Waddington, de Eu Tu Eles – que recebeu críticas positivas em importantes publicações européias e menção honrosa pelo destaque na mostra “Um Certo Olhar” – já pode, depois de Cannes, sonhar até com o Oscar. Há quem veja em Eu Tu Eles uma boa cartada para concorrer ao Oscar de 2001 na categoria de filme estrangeiro. A Sony, responsável pela distribuição internacional de Eu Tu Eles e Bossa Nova, de Bruno Barreto, considera o filme de Andrucha um bom candidato.

Você sonha com o Oscar?

Andrucha: Não estou pensando nisso. Meu foco agora é o lançamento no Brasil, para onde o filme foi feito. Mas é claro que, se uma comissão vier a escolher o filme para competir, vou ficar feliz.

Cannes provou que Eu Tu Eles tem uma linguagem universal?

Andrucha: Cannes deu um selo de que o filme é bem recebido no mercado internacional também. Mas tudo que eu falar agora é suposição. Vamos esperar para ver onde ele vai chegar.

O que mais te emocionou nessa viagem a Cannes?

Andrucha: O mais legal foi ver as mulheres fascinadas com o filme. Elas estavam realmente comovidas, algumas gritavam ‘merci, merci’. Eu não esperava isso.

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