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Gianfrancesco Guarnieri

por Marcelo Zanini

Foto: Prensa Três
Guarnieri (acima, à dir.) comemorando a estréia de Gimba em Lisboa, com Flávio Rangel em 1959, e hoje, aos 65 anos, preparando programa para a tevê: 42 anos desde a estréia de Eles Não Usam Black-Tie

Quando os pais de Gianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi Guarnieri deixaram a Itália, há 60 anos, escolheram uma terra onde estariam a salvo do fascismo. Já em São Paulo, o jovem Gianfrancesco descobriu que o paraíso tropical não era bem assim. Como desabafo contra a injustiça social, aos 21 anos escreveu Eles Não Usam Black-Tie, texto que colocou pela primeira vez o homem do povo no centro da cena.

O espetáculo estreou em 1958. No ano seguinte, já colhendo os louros do sucesso de sua primeira peça, Gianfrancesco, na foto com o diretor Flávio Rangel, comemora a estréia de Gimba em Lisboa. “Era só meu segundo trabalho, mas tive a sorte de ser dirigido por Flávio Rangel, um dos mais brilhantes da história do teatro”, conta.

Gimba ficou três meses em Lisboa, depois seguiu para Roma e Paris, sempre encenada em português. “Teatro é uma língua universal”, explica o autor, hoje com 65 anos. Seus amigos o homenagearam na quinta-feira 18, no Teatro de Arena, em São Paulo, mesmo palco de resistência política em que Eles Não Usam Black-Tie estreou há 42 anos. O autor está apresentando projeto de um programa para o SBT chamado Brava Gente.

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