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João Dias Carrasqueira
Ex-ferroviário e considerado o primeiro grande flautista brasileiro, o “canarinho da Lapa” morreu aos 92 anos

por Cesar Taylor

j. f. diório/ae
O professor e instrumentista João Carrasqueira: “talento de berço”

João Dias Carrasqueira ganhou a vida com peças de metal tão distintas quanto dormentes de linha de trem e a flauta transversa. Ex-ferroviário na linha São Paulo-Paranapiacaba, Carrasqueira teve de adiar até a aposentadoria, no final da década de 1940, o sonho de dedicar-se à carreira de instrumentista e professor. Era filho de português e mãe descendente de irlandeses, o que aguçou seu interesse pela flauta, típica da cultura celta. Foi apelidado de “canarinho da Lapa” por seus amigos – entre eles Pixinguinha e Zequinha de Abreu – devido a seu virtuosismo. “O talento dele veio do berço”, diz sua mulher, Marina Arruda Moraes Dias. “Quando pequeno, ele mesmo fazia suas flautas de bambu”, completa. O primeiro disco do “canarinho”, no entanto, só surgiu aos 78 anos, em parceria com a filha, a pianista Maria José. João Dias Carrasqueira morreu no domingo 14, aos 92 anos, de causa não divulgada pela família. Deixa também o filho Antônio Carrasqueira, flautista. Seu corpo foi sepultado no Cemitério da Lapa, em São Paulo, na segunda-feira 15.

Keizo Obuchi
Primeiro-ministro japonês entre julho de 1998 e abril de 2000, morreu após seis semanas em coma devido a um derrame cerebral, no domingo 14, aos 62 anos.

Obuchi lutava contra crescentes pressões políticas e queda de popularidade. Como 26º primeiro-ministro do Japão após a 2ª Guerra Mundial, Obuchi transformou sua falta de carisma em qualidade, surpreendendo os eleitores com tiradas como “sou primeiro-ministro do vácuo”. Filho de um deputado, ele acabou herdando o prestígio do pai, elegendo-se 11 vezes a partir dos 26 anos. Deixa sua mulher, duas filhas e um filho.

Carmem Jabour
A Irmã Zoé, que em 1992 recebeu o Prêmio Internacional Para a Dignidade da Velhice, morreu durante o sono, aos 84 anos, na segunda-feira 15.

Freira há 57 anos, irmã Zoé recebeu também o título de cidadã benemérita do Rio de Janeiro, em 1985. Ela se dedicava a cuidar dos velhos e pobres do Rio, em abrigos como o Cidade dos Velhinhos, em Jacarepaguá. Filha de uma rica família libanesa, ela fugiu de casa três vezes e não teve contato com a mãe por dez anos até que a família aceitasse sua vocação. Seu corpo foi sepultado no mausoléu da família no cemitério São João Batista, no Rio, na terça-feira 16.

Valentim Guilherme Otto
Oficial reformado da marinha mercante brasileira, morreu na quarta-feira 10, aos 82 anos, de complicações de uma cirurgia de vesícula.

Marinheiro desde os 16 anos, Otto assistiu a morte de seu irmão, que estava em um navio torpedeado por alemães durante a 2ª Guerra Mundial. Ao aposentar-se, em 1973, foi estudar administração de empresas e trabalhou por outros 19 anos em uma empresa de engenharia. Deixa a mulher, Violeta, três filhos, oito netos e um bisneto.

Craig Stevens: dentista que virou ator de tevê

Craig Stevens
Ator que interpretou o agente Peter Gunn no seriado de televisão de 1958, morreu de câncer na quarta-feira 10, aos 81 anos.

O seriado, que usava ambientação noir, humor escrachado e trilha jazzística, gerou diversas cópias. Stevens planejava ser dentista quando começou a atuar na universidade. Acabou indo para a Califórnia, onde assinou contrato com os estúdios Warner e encontrou sua mulher, Alexis Smith, morta em 1993. Antes de torna-se celebridade televisiva, Stevens amargou duas décadas como ator coadjuvante.

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