CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 LUA DE MEL
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK 
 BUSCA
 ASSINE O BOLETIM
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 FALE CONOSCO
 EXPEDIENTE
 PUBLICIDADE

 

Sociedade

Guinada musical
Reconhecidos em suas respectivas atividades, 10 nomes da vida paulistana levam para o palco o talento musical que animava os jantares do grupo

Gabriela Mellão

Da esquerda para a direita:
1. Kurt Rhinow 2. Zélio Alves Pinto 3. Fabiane Alvarez 4. Manoel Pires da Costa 5. Edla van Steen 6. Celina Muylaert 7. George Freire, diretor musical 8. Roberto Muylaert 9. Paulo Francini 10. Cátia Alzugaray 11. Walnice Nogueira Galvão

Do chuveiro para o palco. Esse foi o caminho trilhado pelos mais novos cantores de São Paulo: dez amigos de profissões variadas que tinham em comum o amor pela música. O grupo, que inclui um banqueiro, um jornalista, um empresário, um artista plástico e uma escritora, entre outros nomes colunáveis da sociedade paulistana, costumava transformar jantares semanais em bem sucedidas cantorias. Agora, eles decidiram tornar público o que a princípio não passava de diversão. Sob a batuta do diretor musical George Freire, Celina e Roberto Muylaert, Edla van Steen, Cátia Alzugaray, Fabiane Alvarez, Walnice Nogueira Galvão, Kurt Rhinow, Manoel Pires da Costa, Paulo Francini e Zélio Alves Pinto apresentam-se até dia 27 de junho no bar San Francisco Bay, em São Paulo.

A escritora Edla é apontada pelos cantores como a alma do projeto. “Nossa band leader”, dizem as vozes do grupo Sem Compromisso. Essa não foi a primeira incursão de Edla no gênero. Em 1999, ela montou o show Chuveiro Iluminado, com amigos cariocas. “Eles foram inclusive à França cantar. Como não pude participar, decidi fazer um grupo paulista”, conta. Foram três meses de ensaios, regados a canções brasileiras dos anos 50 e 60, e muita alegria. “O percurso é muito divertido. Mesmo se o show não ficar legal, já valeu. Emagreci dois quilos: música emagrece”, diz o artista plástico Zélio Alves Pinto, que também inaugura exposição no Mube no próximo dia 25.

O repertório passeia por Lupicínio Rodrigues, Dorival Caymmi, Tom Jobim, João Bosco e até Dolores Duran. “Com a nossa escolha aleatória do repertório acabou saindo uma amostra do que há de melhor do samba”, acredita a ensaísta Walnice Nogueira Galvão. O jornalista e ex-presidente da TV Cultura Roberto Muylaert espera que o projeto sirva de exemplo para outros cantores de chuveiro. “No fundo é até uma surpresa a gente conseguir cantar. Uma prova de que praticamente qualquer um pode”, diz.

Todos estão encantados com a nova profissão, apesar de continuarem com suas atividades “convencionais”. “Vida de artista é uma desgraça. Ensaios todos os dias, disciplina, exercícios de aquecimento...”, diz a ensaísta Walnice, que sonha agora com um show só com músicas de Noel Rosa.

© Copyright 1996/2000 Editora Três