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Cidadania

Atendimento sobre rodas
O empresário Jaime Gonçalo Filho abre um posto de gasolina que só emprega deficientes físicos como frentistas

Cesar Guerrero

Silvana Garzaro
“Eles não devem nada a qualquer funcionário que pode usar as pernas”, garante Jaime

Há dois anos, o empresário Jaime Gonçalo Filho, 34 anos, dono de oito postos de distribuição de combustíveis, assistiu ao drama de um de seus funcionários. A motocicleta de Ateniense Luiz da Silva, 32 anos, derrapou na pista da rodovia SP-28 que liga Mogi das Cruzes a Bertioga, no litoral paulista, e ele ficou paraplégico. “Fiquei comovido com a situação”, diz o empresário.

Além de pagar as despesas médicas, Jaime beneficiou o funcionário ao inaugurar há dois meses sua última empreitada. Ateniense virou gerente do novo posto e outros deficientes físicos foram contratados como frentistas. “Sinto-me bem ao descobrir que posso trabalhar mesmo não tendo mais os movimentos das pernas”, diz Ateniense.

Para que os frentistas sobre cadeiras de rodas pudessem trabalhar normalmente, foram necessárias algumas adaptações. A lei determina que as bombas de combustível fiquem em cima de uma ilha de concreto para evitar acidentes. Como os frentistas tinham dificuldade em transitar ao redor delas, Jaime instalou as bombas diretamente no chão. Mas com uma proteção lateral, que obriga o cliente a ficar pelo menos a 1,20 metros de distância das bombas. “Gastei o mesmo que gastaria para construir um posto de gasolina comum”, diz Jaime.

Os dez frentistas deficientes vendem 200 mil litros de combustível por mês. Mesma quantidade, aliás, consumida nos outros sete postos do empresário. “Eles não devem nada a qualquer funcionário que pode usar as pernas”, garante Jaime, que batizou o posto de “Defi & Efi”. O nome cifrado está destacado numa placa na entrada do estabelecimento. E abaixo há a explicação: “Deficiente e Eficiente”.

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