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Requinte a tiracolo

A menina se transforma em mulher
Prestes a completar 16 anos, Daniella Sarahyba dá uma virada em sua carreira, brilha no verão espanhol e consolida sua relação com Márcio Garcia

Erica Benute e Viviane Rosalem

Daniella já fez 27 capas de revista e esteve três vezes fora do Brasil fazendo campanhas

A diferença é sutil. De 1,75 metro de altura quando tinha 12 anos e iniciava sua carreira de modelo, a carioca Daniella Sarahyba caminha hoje exibindo apenas dois centímetros mais. Seios em formação, as pernas ainda pouco delineadas e a expressão quase infantil deram lugar hoje, quando ela está prestes a completar 16 anos, a medidas exatas: 55 quilos, 92 centímetros de busto, 91 de quadril e 67 de cintura. Atitudes quase infantis na passarela, como sorrir e cumprimentar alguém conhecido na platéia durante um desfile, não têm lugar na atual postura e atitude de profissional madura. A mais recente delas, Daniella conta com orgulho. Desde 1º de maio está morando em Barcelona, na Espanha, num apartamento de dois quartos, mobiliado, na rua Ronda de Guinardo, próxima à Igreja da Sagrada Família, de Antoni Gaudí. Viagem, moradia e despesas são bancadas pela Traffic, braço espanhol da IMG, a mesma agência internacional da modelo Gisele Bündchen. “Fiz hoje meu primeiro trabalho, foi uma filmagem de uma grife de biquínis espanhola, chamada Andres Sarda, que durou 13 horas no Hotel Juan Carlos I. Estou exausta, mas feliz”, disse Daniella à Gente na noite da terça-feira 16.

Primeiro trabalho realizado, mas o terceiro que lhe ofereceram desde que chegou. Ela recusou os dois primeiros, também de roupas de banho (um em Ibiza e outro em Madri), por já ter se comprometido a passar uma semana em Paris, conhecendo o escritório francês da IMG e viajando com a mãe, Mara Lúcia Sarahyba, 43 anos, e o namorado, o ator Márcio Garcia, 30. “Fiz quatro castings até agora e fui escolhida para os quatro”, diz a modelo. O quarto trabalho ela fará ainda em maio e será um catálogo, outra vez de biquínis – não se sabe se porque o verão se aproxima na Europa ou se porque as medidas de Daniella encantaram os catalães.

Apesar de já ter passado outras três temporadas fora do Brasil a trabalho, esta é a primeira vez que Daniella realmente investe na carreira internacional. Ela foi no início de 1998 para Munique, onde ficou dois meses. Sua principal campanha foi para um lançamento da Peugeot. Em meados do mesmo ano, foi para Miami e passou mais de um mês fotografando. Em 1990, participou de catálogos e filmagens em Milão. Depois de figurar em 27 capas de revistas nacionais, ela agora está disposta a ficar pelo menos até julho em Barcelona. E, a depender das intenções de Jeni Rose, agente que em janeiro esteve no Brasil e convidou Daniella para fazer parte dos quadros da IMG, a carioca fará as malas para viver, a partir do segundo semestre, em Paris. “A Jeni quer esperar Daniella completar 16 anos, dia 8 de julho, para ter a idade mínima exigida pela agência para iniciarmos essa nova etapa”, diz sua mãe. A beleza da modelo também por pouco não chega a uma das mais badaladas grifes italianas, a Benetton. Em julho de 1999, ela fez o catálogo 2000 da grife, e foi fotografada em Treviso por Oliviero Toscani. “Ela foi uma das três modelos do mundo todo selecionadas”, afirma Mara. O contato iniciado no Rio com a marca a fez conhecer André Dorem, diretor de marketing da Benetton em Miami, que ficou interessado na modelo. “Ela é uma mulher maravilhosa, mas este ano acabamos não fechando contrato. Tudo pode acontecer no ano que vem”, garante Dorem. Ela também traz no currículo fotos de outros dois magos das lentes: Mário Testino e Bruce Weber.

Em seu aniversário de 15 anos com Márcio Garcia: ciumenta assumida

BOICOTE A viagem para Barcelona por pouco não vai por água abaixo. Ao fechar um contrato em São Paulo com o site Morango, sem intermediação da Mega, então sua agência, Daniella Sarahyba tornou-se o centro das atenções do mercado nacional. Houve um desentendimento com a Mega. Daniella teria quebrado a relação de confiança com a agência, segundo o dono, Eli Whabe, e isso se refletiria nas demais empresas do mercado que não a contratariam mais. “Ouvi pelo telefone ele dizendo para um de seus sócios ligar para a IMG e cancelar a viagem”, conta Mara. A IMG e a Mega têm uma parceria informal para modelos que trabalham fora do Brasil.

A julgar pela reação de outros agentes, o peso da modelo pode ser maior que o dessa briga. Zeca de Abreu, da agência Marylin, não sabe de nenhum boicote ao nome de Daniella. “Ela não me procurou, mas se procurar e não houver nenhum problema de acordo com a Associação das Agências de Modelo, vou trabalhar com ela”, diz. Para a presidente da Associação Brasileira das Agências de Modelo (ABAM), Rose Daguano, “se a modelo conhecida não sai da agência acaba ganhando muito menos do que poderia”. Mara Lúcia, que acompanha a vida pessoal e profissional da filha, muitas vezes fazendo papel de empresária, garante que Daniella sempre teve seus próprios clientes e que mais de 50% de seus trabalhos sempre foram negociados diretamente. “Não fui demitida. Eu saí da Mega e eles tentaram atrapalhar minha vinda para cá. Não conseguiram”, diz. Cristiano Dutra, diretor do Morango, aposta na modelo: “Tenho certeza que ela vai se dar muito bem lá fora e acredito que ela volte a trabalhar aqui também, em breve”.

A postura firme de Daniella nesse episódio é um contraste se comparada à da menina que participou em 1996 do concurso Elite Model Look e ficou entre as dez finalistas. Tinha andar desajeitado e rebolava demais, segundo Hélio Passos, então diretor da Elite, a primeira agência que a contratou. No ano seguinte, 1997, Daniella começava a desabrochar. Foi a grande revelação da Semana de Estilo do Museu de Arte Moderna do Rio e ganhou notoriedade. Mas desde cedo, ela foi acostumada ao estrelato. Sua mãe foi modelo profissional e, por conseqüência disso, Daniella foi capa de revista pela primeira vez com poucos dias de vida. Ao chegar em casa, vinda da maternidade, foi fotografada e estampou a edição de agosto de 1984 da revista Pais&Filhos.

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