CAPA
 ÍNDICE
 BASTIDORES
 ENTREVISTA
 URGENTE
 QUEM SOU EU?
 IMAGENS DA  SEMANA
 DIVERSÃO & ARTE
 MODA
 AGITO
 LUA DE MEL
 ACONTECEU
 TRIBUTO
 CELEBRIDADE
 TESTEMUNHAS DO  SÉCULO 
 EXCLUSIVAS
 INTERNET
 CLICK 
 BUSCA
 ASSINE O BOLETIM
 EDIÇÕES ANTERIORES
 ASSINATURAS
 FALE CONOSCO
 EXPEDIENTE
 PUBLICIDADE

 


Profissão

Novo cinema novo
Quem são os jovens cineastas que integram a nova safra do cinema nacional e repetem a saga de tirar dinheiro do bolso para poder filmar

Alessandra Nalio

O Festival de Cinema de Cannes, na França, o mais badalado do mundo depois do Oscar, desde 1964 não tinha uma participação brasileira tão expressiva como nessa 53ª edição, que se encerra no dia 21. Entre os filmes nacionais exibidos está o longa Eu Tu Eles, o segundo do jovem diretor Andrucha Waddington, 30 anos. Ter o seu filme incluído é uma prova do talento de Andrucha, mas também a certeza de que o cinema brasileiro continua revelando grandes nomes, apesar de velhos vícios, como o pouco incentivo para as produções.

Para terminar seu primeiro longa, Gêmeas, de 1999, que ganhou os prêmios de melhor filme (júri popular) e de melhor atriz para Fernanda Torres, sua atual mulher, ambos no Festival de Cinema de Brasília, Andrucha desembolsou o equivalente a três carros zero quilômetro de sua conta pessoal. “Não perdi os carros, emprestei para o filme e depois eles voltaram”, diz. Ele começou servindo cafezinho, carregando a cadeira de diretor e varrendo estúdio nas filmagens de Dias Melhores Virão, de Cacá Diegues. “Ralava. Mas era uma maneira de ver como o filme acontecia.” Além dele, outros jovens cineastas repetem a saga de veteranos e tiram dinheiro do bolso para fazer um filme, como Laís Bodanzky (que finaliza Bicho de 7 Cabeças), Luiz Villaça (Por Trás do Pano) e Ricardo Bravo (Oriundi). Ou, se tiverem sorte, fazem com verbas de concursos públicos, como Tata Amaral (Um Céu de Estrelas). Com toda a batalha, eles são alguns dos novos queridinhos do cinema nacional.

© Copyright 1996/2000 Editora Três