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Memórias, Crônicas e Declarações de Amor
Marisa Monte desce um degrau, pela primeira vez na carreira

Ramiro Zwetsch

Divulgação
Marisa em auto-retrato: um CD sem muitas novidades decepciona quem aprendeu a esperar sempre mais de Marisa Monte

Pode ser cruel cobrar de um artista um disco sempre melhor que o anterior, mas Marisa Monte nos acostumou a esperar sempre saltos na carreira. Sucessivamente, ela nos revelou: a bela voz, um faro cada vez melhor para selecionar repertórios ecléticos e coerentes, a interpretação única, e finalmente, o amadurecimento como compositora e produtora. Foi assim até Memórias, Crônicas e Declarações de Amor – o mais romântico CD da cantora, disponível também em versão de luxo, com quase 100 auto-retratos.

Infelizmente, esse romantismo é emoldurado em formatos quase sempre previsíveis, sobretudo nas radiofônicas “Amor I Love You”, “Não é Fácil” e “Perdão Você”. Arranjos convencionais para letras de amor tendem ao clichê, e essa é a marca do disco até a sétima faixa, “Abololô” – um divisor de águas.

Da primeira parte, salva-se “O Que Me Importa”, onde Marisa mostra ser uma das poucas capaz de interpretar músicas que foram gravadas por Tim Maia, sem fazer feio (algo que já sabíamos desde sua versão para “Chocolate”, de seu primeiro disco, MM, de 1989). Co-autoria da cantora com o novo compositor Lucas Santtana, “Abololô” é tocada simplesmente com a voz de Marisa e o piano de João Donato – e isso é muito mais que suficiente. Sucedem-se boas versões de “Para Ver As Meninas”, de Paulinho da Viola, “Cinco Minutos”, de Jorge Benjor e “Gotas de Luar” de Nelson Cavaquinho, que confirmam a vocação da cantora em cantar pérolas do samba. A afirmação como boa compositora vem em “Gentileza”.

Esses méritos que Memórias... reúne, são qualidades que Marisa Monte já mostrava nos quatro álbuns anteriores e representa muito pouco para quem sempre subiu degraus na carreira. O ápice, até agora, foi a recente produção de Tudo Azul, da Velha Guarda da Portela – esse sim, uma obra-prima. Muito pouco

Internet

Um site para o mito

O site da cantora Marisa Monte, lançado simultaneamente com o CD, poderia chamar-se MMM (Marisa Monte, o Mito). Feito sob medida – e graficamente super bem-realizado – para propiciar aos admiradores momentos de imersão total no maravilhoso mundo de Marisa Monte. Para os ouvidos, a cantora preparou quatro seleções de músicas africana, cubana, ibérica e jazz. Para os olhos, montou uma galeria virtual de auto-retratos, onde lança-se como fotógrafa. Para os mais inspirados, há um jogo de palavras, oferecendo a brincadeira de criar a própria frase poética a partir de palavras escolhidas pela compositora. Para os curiosos, a seção 0–32, biografia da infância à atualidade. Um deleite para quem não se cansa de tanta beleza. (P.A.)

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