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Gladiador
Ridley Scott ressuscita o Império Romano em aventura eletrizante

Neusa Barbosa

Divulgação
Russell Crowe (à esq.), com Joaquin Phoenix: energia física e sex appeal

Mad Max encontra Blade Runner – mas o ano é 180 D.C. Esta é a mágica da vibrante aventura épica do diretor inglês Ridley Scott, estréia nacional desta sexta-feira 19. Com muito sangue, poeira e suor, entre cavalos, tigres, armaduras e espadas, Scott ressuscita um gênero que parecia condenado ao esquecimento desde o seu momento mais baixo, o grosseiro Calígula (1980).

De Calígula, felizmente, a história de David Franzoni (roteirista de Amistad) fica muitíssimo distante. Só lhe toma emprestada uma vaga alusão ao incesto entre o imperador Commodus (Joaquin Phoenix, 8 mm) e a irmã, Lucilla (Connie Nielsen, Missão: Marte) – que aqui não se consuma. No mais, o filme se apóia no vigoroso dorso do australiano Russell Crowe, 36 anos, recém-saído de uma indicação ao Oscar de Melhor Ator por O Informante.

Na pele do general Maximus, Crowe combina a energia física de um Arnold Schwarzenegger com o sex-appeal de um Mel Gibson, aliados a uma modulação de voz que não fica nada a dever ao Marlon Brando dos bons tempos. Do alto dessa estrutura, o ator comanda um espetáculo sangrento, mergulhando na trajetória de um orgulhoso comandante das legiões romanas, indicado pelo imperador Marco Aurélio (Richard Harris, Os Imperdoáveis) para ser seu sucessor, já que não confia no filho, Commodus. Atropelados por um complô, sucumbem Marco Aurélio, assassinado, e o general, que tem sua família morta e é capturado como escravo. No circo de gladiadores do ambicioso Próximo (Oliver Reed, que morreu durante a filmagem), Maximus ressurge das cinzas como o Espanhol, ídolo das massas que acorrem às arenas, e aí tem sua chance de vingança. Nasce um novo astro que, dizem, é tão bom de copo e de briga nas telas quanto fora delas.

De primeira linha

Leia entrevista com Russel Crowe

 

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