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A aventura de Marilene Barbosa

Lilian Amarante

Divulgação
Marilene: “Estou feliz porque me dei essa chance”

Toda vez que a dona-de-casa Marilene Barbosa levava os quatro filhos – ainda crianças – ao teatro, era a mesma coisa: lá pelas tantas, ela se fixava em um dos personagens da peça e se sentia imediatamente transportada para o palco. Um fascínio que o tempo nunca abrandou, pelo contrário. Ao longo dos anos, Bibi Ferreira, na pele de Edith Piaf, e mais uma infinidade de atores em diferentes personagens provocaram em Marilene o desejo de trocar a cadeira da platéia pelas luzes do espetáculo. Um belo dia, sete anos atrás, ela de fato comprou a briga. Casada há 35 anos e com os filhos já adultos, a mulher do dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, o autor de sucessos como O Rei do Gado e Terra Nostra, avisou em casa que ia encenar a peça de uma amiga. “Ficaram todos em pânico e contra a minha decisão, porque tinham medo que eu me decepcionasse.”

O descrédito inicial, que fez uma das filhas pedir ao produtor do espetáculo uma atriz reserva para ocupar o lugar da mãe caso ela desistisse na última hora, não impediu que a peça saísse e ficasse dois anos e meio em cartaz. Mas a temporada terminou e Marilene voltou ao antigo papel: administradora do lar e secretária de Benedito Ruy Barbosa, do tipo que providencia o cafezinho, cuida do dinheiro, agenda entrevistas e acompanha em primeira mão as novelas criadas dentro de casa. “Volta e meia ele me chama para ler uma cena ou capítulo, mas palpite ele não me deixa dar”, explica Marilene, pouco antes de confessar que já viu uma ou outra sugestão sua se transformar em cena na televisão.

A rotina doméstica se manteve até que o próprio Benedito resolveu escrever um texto e dá-lo de presente para a mulher. Socorro, Mamãe Foi Embora, que estreou no último dia 5 no Teatro Imprensa, em São Paulo, é a versão teatral do que aconteceu em 1993, quando Marilene avisou que estava pensando em fazer teatro. A personagem principal, Amelinha, ficou nas mãos dela, claro, e a produção da peça, quem diria, ficou a cargo da filha já nem tão desconfiada assim, que convidou José Wilker para dirigir a produção. “Foi o único momento em que tremi”, confessa Marilene. Wilker e mais um time de atores profissionais como Iara Jamra, Guilhermina Guinle, Danton Melo e Oscar Magrini toparam a parada. “A garra dela é impressionante”, diz John Herbert, que no palco faz o papel do marido de Amelinha, o Benedito Ruy Barbosa do teatro, tão avoado e desencarregado das obrigações práticas do dia-a-dia quanto na vida real. “Todos os atores me aceitam e me chamam de Mâmi”, explica a atriz, cujo filho caçula já tem 33 anos.

Na aventura teatral, a “Mâmi” ganhou até aula particular de alguns atores do elenco, que se ofereceram para ler os textos em casa, numa espécie de “reforço”. Será que ela se intimida? “Passei a vida querendo comer um doce. Agora posso até me lambuzar, mas vou comê-lo”, diz.

Copyright 1996/2000 Editora Três

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