Reportagens  
claudio gatti
Ele diz que ainda gosta de Eliana: “Não é um botão que se desliga. Você não casa e depois descobre que (o cônjuge) é outra pessoa. Antes de casar, moramos muito tempo juntos”, diz Eduardo
• • •
Separação
"O ciúme era igual"

Eduardo Guedes afirma que eliana era tão ciumenta quanto
ele, nega que este sentimento tenha causado o fim do
casamento e diz que ainda gosta dela
texto Diógenes Campanha
 Envie esta matéria para um amigo

Inicialmente, ele silenciou. Depois, o chef Eduardo Guedes se incomodou com a repercussão de sua separação da apresentadora Eliana, especialmente com as notícias de que ele seria agressivo e que o ciúme teria sido a causa do rompimento. “Minha família está triste, porque eles conhecem o caráter, a educação do filho”, diz o apresentador do Hoje em Dia, que falou à Gente na quinta-feira 26. Apesar disso, ele evita polemizar sobre a ex-mulher, com quem diz manter uma boa relação – Eduardo nega, por exemplo, que Eliana tivesse saído de casa enquanto ele arrumava as malas quando eles decidiram se separar. Os amigos da apresentadora, no entanto, garantem que eles não se falam e que Eliana disse para Eduardo não ir buscar o restante de suas coisas quando ela estiver lá. Eduardo diz que muitos de seus pertences ainda estão na mansão de Alphaville, da qual ainda tem a chave, e que a separação será feita por um único advogado, a ser escolhido por ele.

Você falou com a Eliana depois da separação?
Voltei duas vezes para pegar algumas coisas. Falei: “Li, tem problema se eu deixar as minhas coisas aí?”. Ela deixou. Se tivesse briga, poderia fazer isso? Minha moto e dois carros estão na garagem dela. Tirei coisas de trabalho, meu computador e algumas roupas, mas as coisas que comprei para o apartamento novo, como televisão e utensílios de cozinha, estão lá.

Você é uma pessoa agressiva, como disseram amigos dela?
Não sei quem entrou no meio-campo. Ninguém morava com a gente, nenhum amigo tinha quarto na nossa casa. Ninguém nunca viu nada. Ela não tem nenhuma amiga tão particular que pudesse falar por ela. Durante o relacionamento, pelo menos, eu desconheço. A realidade é outra e ninguém sabe qual é.

E qual é?
Admiro a Eliana, é uma baita mulher. Construiu a carreira do nada, ajuda muita gente. Só que, num relacionamento, posso ter um monte de bons adjetivos e a relação se desgastar com o tempo. Posso falar dos meus defeitos, que saio cedo, trabalho bastante, assim como a Eliana.

Isso gerava atrito? Tentaram resolver?
Isso é muito pessoal. Não deu para os dois. Casamento não é matemática. Se soubesse quais eram as coisas erradas, seria mais fácil corrigir. Todo mundo tem defeitos, mas não exporia nem os meus, quanto mais os dela.

O ciúme foi determinante?
Acredito que não. Ela também deu entrevista dizendo que era ciumenta. Nunca negou que tinha ciúme e eu também tenho. Tinha, né? Não tenho mais direito a ter. O ciúme era igual, mas, no meu modo de entender, não foi um ponto relevante.

Brigaram por isso?
Aí já é pessoal. Se eu ou a Eliana soubéssemos que era essa a razão, a gente teria resolvido. Em qualquer relacionamento, se a pessoa sabe o que é, ela é burra se não consegue consertar. Foi um pouquinho de cada coisa, é um desgaste natural. Não é ciúme, não foi filho, não foi nenhuma questão. A gente vinha conversando nesse último mês, até que resolvemos nos separar. O momento agora é de tristeza e a gente vai superar.

Há possibilidade de volta?
Acredito que não, mas a amizade e o respeito continuam. Ela torce por mim e eu torço por ela (fica em silêncio. Depois, fala com a voz embargada). É complicado falar. Quando você gosta, continua torcendo.

Ainda gosta dela?
Lógico. Não é um botão que se desliga. Você não casa e depois descobre que (o cônjuge) é outra pessoa. Antes de casar, moramos muito tempo juntos.

Ela tinha ciúme da Ana Hickmann?
Não me comprometa! Pergunte a ela, é mais honesto. Se eu tiver que falar mal, sou um babaca.

E quanto aos rumores de que você a teria agredido?
É um absurdo. Se tivesse feito isso, ela falaria comigo? Uma pessoa com o trabalho, o dinheiro dela, vai se submeter a isso? A Eliana não é dependente. E, se houve algo, ninguém falou nada? Não foi à delegacia, não fez boletim de ocorrência, não registrou queixa? Não tem cabimento.

Quando sentiu que o casamento estava em crise?
Não vou falar sobre isso. Tenho a minha ética. O que vou construir falando mal? Vou só destruir a mim mesmo. Aprendi o seguinte: “Se não tem nada de positivo para falar, não fale mal”.

A frase se aplica a Eliana?
Dela, falei um monte de coisa positiva. Estou falando desses amigos. Será que sabem que a Eliana fala comigo? Não estou agredindo ninguém, estou falando a verdade. A menos que eu esteja tão triste que não esteja vendo a situação. Posso estar enganado, mas aí eu sou 100% ingênuo.