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Sociedade

A maioridade de Duquinho
Em sua festa de 18 anos, Luís Eduardo Magalhães Filho, neto de ACM, comemora a entrada na faculdade e diz que será candidato a deputado estadual em 2002

Gerson de Faria Salvador (BA)

Marco Aurelio Martins
Duquinho recebeu um abraço da irmã Carolina

Luís Eduardo Magalhães Filho, o Duquinho, surpreendeu os amigos na comemoração de sua maioridade. Sempre festeiro, aproveitou a reunião de amigos que comemoraram seus 18 anos, na quinta-feira 27, em Salvador, para anunciar que pretende seguir a carreira política do avô, o senador Antônio Carlos Magalhães, 72 anos, que deixará a presidência do Senado em menos de dez meses. O projeto político tem data para decolar. Será em 2002, quando Duquinho quer candidatar-se a deputado estadual. “É a minha grande oportunidade, porque se eu não for dessa vez, só daqui a seis anos”, declarou diante de sua jovem corte já em formação.

A festança para 300 convidados, que teve sushi, champagne e até tequila-man, comemorou também a entrada de Duquinho na faculdade. O neto de ACM vai estudar administração na Faculdade de Tecnologia e Ciências de Salvador. Os amigos do clã Magalhães foram dar o seu abraço: estiveram por lá a cantora Ivete Sangalo, com o namorado, Marcelo Rangel, e seu irmão Cristiano. O campeão superpena Acelino Popó Freitas e o cantor Márcio Mello, autor de “Amor Vagabundo”, chegaram desacompanhados e engrossaram o cordão.

Em lugar de paparicar o filho ou divertir-se junto aos convidados, a mãe de Duquinho, Michelle Marie, passou a maior parte do tempo trabalhando. Ela colhia depoimentos para o seu programa, Michelle Marie, uma coluna social eletrônica transmitida pela Rede Bandeirantes local. Só depois da missão cumprida é que ela arriscou uns passos de dance music. Antônio Carlos Magalhães não apareceu. Naquela mesma noite, embarcou para Paris, para passar o feriado do Dia do Trabalho descansando. O avô já havia dado os parabéns ao neto. Duquinho completou 18 anos em 11 de abril, uma terça-feira em que o senador votava a emenda do salário mínimo em Brasília. Por isso, comemoraram juntos dois dias antes com um almoço em Salvador.

A ambição política do caçula dos três filhos de Luís Eduardo ainda é vista com reserva pelos amigos e pela própria família. “Ele precisa amadurecer a idéia”, diz Paulo Góes, empresário que abriu seu elegante duplex de mil metros quadrados, no bairro do Rio Vermelho, para a festa de Duquinho e que o presenteou com um retrato pintado por Gustavo Moreno, o Guru. “A decisão é só dele, nunca houve pressão da família”, diz a mãe.

Desde a morte de Luís Eduardo, o herdeiro político de ACM era seu neto mais velho, Antônio Carlos Magalhães Neto, filho de ACM Jr., um dos quatro filhos do senador. Aos 22 anos, ele prefere comemorar a opção do primo. “Acho ótimo, seremos dois trabalhando juntos”, diz. Nas eleições legislativas de 1998, foi ele quem liderou o grupo “Força Jovem do PFL” e subiu em palanques no interior para ajudar na eleição dos candidatos do partido do avô. Estudante de Direito da Universidade Federal da Bahia, ACM Neto também postula uma vaga na Assembléia Legislativa baiana em 2002, mas só não deixa isso claro porque espera um sinal verde do chefe do clã Magalhães. Para ele, a competição dos dois herdeiros na mesma raia política não dividiria os votos. “Entre nós nunca vai haver competição”, diz.

A proximidade entre o senador e Duquinho aumentou com a morte de Luís Eduardo, em 21 de abril de 1998. No espaço físico, eles estão separados por apenas cinco andares do luxuoso edifício Stella Maris, no bairro da Graça, em Salvador. Os dois se encontram freqüentemente nos fins de semana, quando Duquinho sobe do 12º para o 17º andar, acompanhado da mãe e das duas irmãs, Paula, 22, e Carolina, 21, para uma visita aos avós Antônio Carlos e Arlete. Candidatura lançada, resta definir que bandeira carregar, a exemplo do primo, que abraçou a causa da educação. “Isso a gente vai decidir quando meu avô voltar de Paris”, diz Duquinho.

 


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