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Miguel Falabela


“Já fui até go go boy”

Leandro Pimentel
“Com todo respeito por essas moças, qual é a profissão da Tiazinha, da Feiticeira? São atrizes, apresentadoras, modelos? São sexo, fetiches sexuais”

Você já foi assaltado?
Já roubaram minha Mitsubishi. Mas os ladrões foram educados. Não levaram minha carteira e até me deram dinheiro para eu pegar um táxi.

Nem reconhecendo, eles te pouparam?
Não. Em outra vez, escapei de um assalto. Eu fazia Mico Preto e estava com o Marcelo Picchi. Os assaltantes chegaram perto e quando nos viram, gritaram: “Olha as bichas da novela das sete!”. Saíram logo de perto.

Já sofreu ameaça de seqüestro?
Já. Anos atrás. O Boni chegou a colocar seguranças para andar comigo. Mas os seqüestradores desistiram. Ninguém teria dinheiro para pagar o meu resgate! (risos)

Você é muito consumista?
Cueca, camiseta branca e jeans, as roupas que mais uso, compro em Nova York. Lá gasto como um louco. Compro, compro, compro e depois dou tudo para os outros. Quando faço limpeza nos meus armários, faz até fila lá em casa. Acho errado guardar e não usar. A energia pára ali, não vai adiante. Na minha casa, não tem essa não. Estou sempre renovando.

É do tipo extravagante?
Sou. Não fico com dor na consciência em pagar tantos dólares numa roupa. Tudo na vida é merecimento. Trabalho, pago imposto para cacete. Mas sou avoado. Perco muita coisa. Uma vez fui tomar um drinque com a Maria Padilha e esqueci uma jaqueta Gucci, linda, no braço da cadeira. Lamentei, mas não vou ficar chorando por uma jaqueta. Tenho mais o que fazer.

Ajuda instituições de caridade?
Ajudo, mas não digo o que faço. Isso a gente faz porque quer e não para divulgar. Quando fazia Louro, Alto, Solteir, Procura no Metropolitan, foi um sucesso, um presente de Deus. Quis agradecer. Tinha um cara de cadeira de rodas na platéia que precisava de tratamento e me pediu uma passagem para o exterior. Eu dei.

E sua família?
Eles não me pedem nada mas gosto de ajudar. Meu sobrinho mais velho fez 18 anos e eu dei um carro de presente para ele.

Como é a relação com seus pais?
Minha mãe faleceu há 17 anos. Meu pai está vivo. Esta minha alegria vem dele. Meu pai adora o Caco Antibes e é super orgulhoso de mim.

Ele sempre o apoiou na carreira?
Sim, mas nada foi tão fácil. Não me dava dinheiro. Eu é que sempre fui ralador. Trabalhei até na carga da Varig e numa pizzaria em Londres. Também já fui go go boy (dançarino de boate). Foi um trabalho bacana.

Já pensou em ser pai?
Não penso porque tenho tantos “filhos”, colegas meus da época da escola de teatro que não se tornaram atores bem sucedidos e que eu ajudo. E a minha vida não tem estrutura para filhos. É muito louca. Não paro.

Você ainda sofre de insônia?
Sofro, mas transformei a minha insônia em algo produtivo. Durante a noite, navego na internet e escrevo. Meu grande barato é o teatro.

Já fez alguma loucura?
Várias. Farei uma maluquice em 2002. Vou tirar um ano de férias da Globo, juntar uma grana, e produzir, em Nova York, no circuito off Broadway, A Partilha, com quatro negras americanas. Não vou esperar que ninguém me descubra, não. Vou botar o meu na reta.

Fez uma lipoaspiração e retocou o nariz. Gosta de plástica?
Preciso e não tenho preconceito. Até no pênis, se cair, boto aquela prótese. Mas deve ser bem feita. Homem com a cara de sabonete é de doer.

O que mudaria no seu visual?
As minhas pernas, que são muito finas. Nem malhação dá jeito. Mas os cavalos de raça têm pernas finas.

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