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Arte brasileira

Brasil+500 – Mostra do Redescobrimento
Os três primeiros módulos da megaexposição desvendam a pré-história do Brasil

Paula Alzugaray

Wagner Souza e Silva
Vaso de Cariátides: riquezas de Santarém

Para contar a história da arte brasileira – que teve início não há 500, mas há 11 mil anos atrás – a Bienal+500 – Mostra do Redescobrimento criou um caminho cronológico que começa com três exposições montadas no Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A mostra científica “A Primeira Descoberta da América” funciona como uma defesa da mais moderna teoria sobre a colonização pré-histórica do continente. O destaque é a reconstituição do crânio de Luzia, o mais antigo esqueleto humano encontrado nas Américas – mais precisamente no sítio arqueológico de Lagoa Santa, em Minas Gerais –, que teria 11 mil anos. Luzia seria uma pista evidente de que os primeiros habitantes do Brasil foram descendentes de africanos ou australianos – e não de asiáticos.

Criada a premissa, dá-se início à mostra de arte propriamente dita – a maior já montada na América Latina, com 15 mil obras dispostas em 60 mil metros quadrados. “Arqueologia: 15 Mil Anos de Artes Visuais” traz à tona a riqueza da produção indígena anterior ao Descobrimento e enterra definitivamente a falsa idéia de que os índios só produziam artesanato, arcos e flechas. Aqui, a cultura pré-cabralina salta aos olhos do visitante em uma coleção de objetos mágicos e adornos corporais. Como os tembetás – pingentes labiais usados em ritos de passagem da infância à adolescência por índios tupis-guaranis, os muiraquitãs – amuletos em forma de répteis, usados como moeda de troca por tribos do Amazonas – ou as cerâmicas de Marajó e de Santarém, como o Vaso de Cariátides (produzido entre 400 e 1400). “Toda a arte moderna se inspira neste tipo de artefato”, observa o curador-chefe Nelson Aguilar.

Após a chegada do europeu em 1500, grande parte destas preciosidades foram saqueadas. É por isto que as obras mais antigas da exposição “Artes Indígenas” foram trazidas de sete museus europeus. Como o deslumbrante Manto Tupinambá, que já foi confundido com o manto de um imperador azteca e foi levado daqui pelo governador de Pernambuco Maurício de Nassau, no século 17. Apesar de sua imponência e raridade, fica difícil escolher o que mais impressiona entre as outras 600 máscaras, coroas, coifas, diademas, armas e instrumentos musicais.

Fora do circuito das exposições, mas ainda na pré-história, a Cinecaverna cumpre uma função lúdico-didática. Traça a trajetória dos paleoíndios (primeiros habitantes das Américas) em um documentário de 30 minutos executado em alta definição – sistema inédito no Brasil. No final da sessão, convida o visitante a atravessar um túnel interativo e a experimentar a sensação de habitar um sítio arqueológico – com seus mastodontes e preguiças gigantes.

Banquete para os olhos

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