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Comédia

O Mundo de Andy
Jim Carrey encarna sem brilho a angústia do comediante americano Andy Kaufman

Geraldo Mayrink

Divulgação
Carrey, como Andy: grande personagem

Andy Kaufman, lendário comediante americano, não ligava a mínima para fazer graça. Pelo contrário, como mostra com uma pesada tristeza sua biografia filmada por Milos Forman, O Mundo de Andy. Ele era um farsante que fingia ser várias coisas, menos um humorista, e chamava a si próprio, entre outros títulos bizarros, de “duende niilista, guerrilheiro zen e o primeiro artista de verdade”. Quando anunciou que estava doente de câncer pouca gente acreditou, pois desconfiava-se que poderia ser mais uma palhaçada. O tumor raro, no pulmão, matou-o em 1984, aos 35 anos.

Grande personagem, grande assunto sobre a arte circense, cinematográfica e televisiva da mentira e da ilusão. Só que Kaufman é totalmente desconhecido no Brasil. Foi muito popular nos EUA, colhendo admiração e aplausos de gente como Robin Williams, Woody Allen e do próprio Milos Forman, checo recém-chegado a Holywood e que faria carreira como voraz ganhador de prêmios do Oscar (Um Estranho no Ninho, Amadeus).

Tanto apreço resultou num filme que beira o desastre. Kaufman (na interpretação exagerada de Jim Carrey) é mostrado como um humorista constrangedoramente sem graça. E suas performances – lutas livres em que massacra mulheres, com uma das quais, Lynne (Courtney Love, O Povo Contra Larry Flynt), realmente se casou e viveu seus últimos dois anos – assumem um tom grotesco.

Quem o viu nos grandes momentos, segundo se diz, na cadeia nacional NBC, no notório programa Saturday Night Live, viu. Quem não viu, como os brasileiros, vai ficar sem saber, sem ter o que fazer na platéia. Naturalmente qualquer um pode achar bonitas (e realmente são) cenas como as que mostram a criatividade de Kaufman, no papel de grande artista, levando a platéia de um espetáculo para ir comer leite com biscoito fora do teatro. Mas é muito pouco para um diretor tão estrelado e um mito tão cultuado.

Fazer comédia sobre a angústia, como se sabe no Brasil desde Garota de Ipanema, de Leon Hirzman, e no mundo, depois do oscarizado A Vida é Bela, de Roberto Benigni, não é para qualquer um.

Riso amarelo

Copyright 1996/2000 Editora Três

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