Diversão & arte - Exposição  
Fotos: Luciano Bogado
Clarice Lispectoré a próxima homenageada do museu, com manuscritos e até sua carteira de jornalista (abaixo)
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Foco - São Paulo
Museu da Língua Portuguesa é o mais visitado
Ana Paula Alfano
Fotos: Luciano Bogado
Instalado na Estação da Luz (ao lado), o Museu da Língua Portuguesa faz sucesso com suas exposições que apostam na tecnologia, interatividade e virtualidade (abaixo)
Fotos: Luciano Bogado

O Museu da Língua Portuguesa, instalado na Estação da Luz, em São Paulo, comemorou em março um ano de vida com o status de museu mais visitado do País. Foram 580 mil pessoas nos seus primeiros 12 meses. É um feito surpreendente para um museu que é o primeiro e até aqui único no Brasil a ter um acervo totalmente imaterial – nele não há obras de arte, objetos ou manuscritos. E é o único também em que, como o foco é a língua portuguesa, os visitantes são donos do que está exposto. Mais do que isso, podem levar o conteúdo para casa.

Antonio Carlos Sartini, superintendente do museu, cita vários fatores que explicam o sucesso de público do espaço. Além do fator novidade e da grande exposição que teve na mídia, o Museu da Língua Portuguesa está instalado na Estação da Luz, um prédio histórico que, segundo Sartini, é “um dos lugares mais queridos dos paulistanos”. Outro ponto a favor é a identificação imediata dos jovens com o acervo. “Eles chegam achando que vão ter uma aula de colégio, que a visita vai ser chata”, explica Sartini. “Mas, como nosso acervo não é material, usamos muita tecnologia, interatividade e virtualidade na exposição. O que faz o jovem se sentir em casa, mais especificamente no quarto dele.”

Números

Confira o número de visitantes de alguns museus em 2006:

Museu da Língua Portuguesa: 580 mil

Masp: 470 mil

Pinacoteca do Estado de São Paulo: 397 mil

Museu do Ipiranga: 362 mil

Museu Imperial (Petrópolis, RJ): 250 mil

O aniversário de um ano coincide com a troca da exposição temporária do museu. Sai Grande Sertão: Veredas, mostra em homenagem a Guimarães Rosa, e entra, na terça 24, Clarice Lispector – A Hora da Estrela, nos 30 anos de morte da escritora. Com curadoria de Júlia Peregrino, seleção de textos de Ferreira Gullar e cenografia de Daniela Thomas, a exposição terá manuscritos, carteiras de identidade e até listas de compras de supermercado de Clarice. Será a primeira mostra do museu a disponibilizar material didático para professores e alunos de visitas monitoradas trabalharem o tema em sala de aula.

Outro plano do museu ainda para o primeiro semestre é a abertura de um café, uma livraria e uma loja de souvenir. O café terá mesas voltadas para o interior da Estação da Luz. E os objetos vendidos na loja já estão sendo desenhados por alunos do Instituto Europeu de Design.

Museu da Língua Portuguesa – Praça da Luz, 1, São Paulo, tel. (11) 3326-0775.