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“Ser dona-de-casa não desmerece ninguém. Qual o demérito de cuidar da casa, dos filhos, da família? Não trabalho por opção”, afirma ela
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Vida nova para Luma

Separada do empresário Eike Batista há 3 anos, Luma de Oliveira dá detalhes da nova mansão para a qual se mudou recentemente, fala do romance que vive com um estudante universitário 17 anos mais novo e diz que o ex-marido toma
café com seus filhos diariamente
texto Carla Felícia - fotos alexandre sant’anna
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 "Homem é homem. Com 25 ou com 60"
“Na vida, a gente tem que arriscar. Não existe mulher difícil, existe mulher mal cantada”, diz João Fabrício, 25 anos, namorado de Luma, de 42
Luma de Oliveira não esconde o orgulho ao falar de sua nova casa, para onde acaba de se mudar com os filhos Thor, de 15 anos, e Olin, de 11. Faz questão de contar que cuidou de todos os detalhes da mansão de três andares e cinco quartos, construída no Jardim Botânico, bairro nobre da zona sul do Rio. O novo endereço fica a alguns passos de seu antigo lar, onde viveu anos com o empresário Eike Batista, 49, e seguiu morando depois da separação, em 2004. A segurança pesou na opção pela mudança. “Não podia me dar ao luxo de ficar pensando, quando me separei, se ia ficar sozinha naquela casa enorme. Tinha duas crianças para cuidar.”

Ao mesmo tempo em que deixa para trás a marca do passado, a musa do Carnaval carioca se abre para uma nova fase. Há três semanas, vive um romance com o modelo e estudante de Relações Internacionais João Fabrício Venâncio de Oliveira, de 25 anos. “Estamos juntos sim. Eu e ele queremos que a coisa dê certo. E está dando”, afirma Luma, que estava solteira desde setembro, depois de um ano e meio de namoro com o delegado Fernando Moraes, 44.

Foi Fabrício quem tomou a iniciativa de se aproximar, quando a viu num camarote no desfile da campeãs deste ano. Ele assegura que não se intimidou diante daquela que, mesmo ausente da passarela do samba há dois anos, continua povoando o imaginário masculino. “Na vida, a gente tem que arriscar. Não existe mulher difícil, existe mulher mal cantada”, gaba-se o estudante, que diz ter sempre namorado mulheres mais velhas. “Elas já sabem o que querem, não fazem tipo. Mas a Luma não parece ter 42 anos, muito menos de biquíni.” Ainda deve estar na cabeça dele a imagem da ex-modelo em traje de banho, a bordo de sua lancha Colombina, cruzando o mar de Angra dos Reis. Foi assim que eles passaram o último fim-de-semana, a dois, na primeira vez em que viajaram juntos. “Foi muito bom. Fez sol, teve muita champanhe...”, conta Fabrício.

Antes de viajar, ele conheceu Thor. Na volta, foi a vez de se encontrar com Olin pela primeira vez. “Eles são um pouco desconfiados, mas viram que não sou um maluco querendo tomar as coisas deles”, afirma o estudante, que vem de uma abastada família de Brasília. Ter a aprovação dos filhos de Luma é importante para um namorado, até porque ela já deixou claro: Thor e Olin estão sempre em primeiro lugar. Antes de ser mãe, a ex-modelo diz que tinha certeza de que este seria seu principal papel.

Quando descobriu sua primeira gravidez, ela fazia a segunda novela, Meu Bem, Meu Mal (1990). Sem titubear, pediu para sair e encerrou ali a recém-iniciada carreira de atriz. E recentemente recusou o convite de Fábio Barreto para retomá-la. O cineasta queria que Luma estrelasse a versão brasileira do seriado Desperate Housewives, dirigida por ele. Mas o local das gravações emperrou as negociações: Argentina.

“Fiquei lisonjeada, mas não dava para ficar metade da semana longe dos meus filhos. Se fosse no Brasil, faria”, afirma ela, que não se arrepende de ter desistido de trabalhar para ser mãe em tempo integral. “As pessoas falam que a gente tem que ter profissão. Mas ser dona-de-casa não desmerece ninguém. Qual o demérito de cuidar da casa, dos filhos, da família? Não trabalho por opção.” Dona de uma condição financeira privilegiada, a ex-modelo pôde também transformar a nova casa da família num paraíso para os meninos.

A mansão tem quadra de tênis e de vôlei de praia, sala de sinuca, sala de cinema, academia, Jacuzzi ao ar livre e até uma lan house particular com oito computadores. “Parece um clube, com vários sócios-atletas, os amigos dos meus filhos.” Separada, Luma tomou as rédeas e aprendeu a comandar a equipe de 11 pessoas, entre seguranças, jardineiros, cozinheiras, caseiros, que se divide entre o Rio e a casa em Búzios.

Mas se precisar de qualquer ajuda, conta com o apoio do ex-marido, um dos homens mais ricos do País, que mora na casa em frente e sempre manteve uma relação amistosa depois da separação. “Sobrevivemos bravamente, nós quatro. Houve a separação mas Eike continuou vivendo muito tempo a cinco degraus da minha casa. Não tinha porta.” Hoje, ele só precisa cruzar a rua. “Eike passa diariamente às seis da manhã para tomar café com eles”, conta Luma, acomodada no sofá de uma suíte do Sheraton Rio Hotel & Resort, onde aconteceu a sessão de fotos. Lá, entre um clique e outro na praia em frente ao hotel, fãs a elogiavam e perguntavam quando ela voltaria ao Sambódromo, como madrinha de bateria. “Quero voltar sim, gosto muito de estar ali naquele momento”, afirma. “Nunca disse adeus à Avenida e nunca vou dizer. Já me convidaram para desfilar ano que vem, mas pedi para conversar mais adiante. Vamos ver o que o coração manda.”