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Adriane Galisteu teve o Charme transformado num talk show diário à meia-noite

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SBT
A concorrência não tremeu
f.o.
 

Durante três semanas seguidas, quem sintonizou no SBT viu uma série de propagandas que diziam: “A concorrência vai tremer”. O estardalhaço por conta da nova grade de programação do canal tanto não surtiu efeito que a novela Maria Esperança patinou nos 4 pontos e na quarta 28 atingiu apenas 2,5 pontos de média, ficando em sexto lugar. O SBT Realidade, de Ana Paula Padrão, ficou em terceiro na média geral, na segunda 26. Com Você É o Jurado, Ratinho chegou a ficar em quarto em alguns momentos. E o novo Charme, de Adriane Galisteu, manteve-se em terceiro na média geral. O único programa que chegou mais perto da antes consolidada segunda colocação foi a nova edição de Ídolos, com 8 pontos. Desse jeito, é o SBT que continuará tremendo. (F.O.)

Maria Esperança (segunda a sábado, às 19h15) Não adianta reinventar mil vezes sua dramaturgia. Enquanto o SBT insistir em adaptar tramas mexicanas, dificilmente conseguirá fazer com que suas novelas logrem algum sucesso. Protagonizada por Bárbara Paz, Maria Esperança erra nos mesmos problemas de sempre: cenários pobres, iluminação falha e texto esquisito. Por mais que bons atores como Tânia Bondezan e Walter Breda se esforcem, uma óbvia direção de elenco os transforma em estereótipos. Dizem que a esperança é a última que morre, mas a vida desta não parece ser muito longa.


Charme
(segunda a sexta, à 0h) Adriane Galisteu ganhou a faixa da meia-noite. É inegável que é uma comunicadora carismática e até se esforça para dar um tom descolado ao programa. Mas ainda não foi dessa vez. Charme só terá sua cara quando Adriane tiver poder de decisão e não pegar o conteúdo pasteurizado. Transformada numa espécie de talk show com convidados nem sempre interessantes, a atração sofre com a falta de ritmo.


Você é o Jurado (quartas, às 20h) Por mais que tente, Ratinho não perde a imagem de explorador da miséria humana conquistada com os famosos testes de DNA e brigas no palco. Apesar de propor interação, ao falar ao vivo por telefone com os espectadores, algo que poderia ser mais bem explorado, o apresentador não poupa os calouros de brincadeiras desnecessárias. Além disso, alguém explica a cafonice de ter Ellen Ganzarolli desfilando a cada cinco minutos com uma placa, quando o próprio Ratinho pode somar os prêmios dos calouros?

Claudio Gatti
Ana Paula Padrão emplacou um belo projeto de reportagens especiais no SBT Realidade



SBT Realidade
(segundas, às 23h30) Ana Paula Padrão fez bem em abandonar o SBT Brasil para desenvolver projeto próprio. É bem verdade que o SBT Realidade lembra programas como o Globo Repórter, mas, boa jornalista que é, Ana vai além dos constantes animais silvestres do programa global e se aprofunda em reportagens especiais. O destino escolhido na estréia foi o deserto do Saara, que exibiu imagens belíssimas e mostrou o povo Tuareg. Prova de que é só oferecer o mínimo de estrutura que um trabalho competente pode ser feito. ?