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Luz do sol
Na Record, a autora Ana Maria Moretzsohn tenta narrativa diferente

Dirceu Alves Jr.

Fotos: Divulgação
Bete Coelho e Luíza Tomé em Luz do Sol:
histórias fragmentadas
Ana Maria Moretzsohn nunca deu um salto na Globo. Esplendor, Estrela-Guia e Sabor da Paixão revelaram pequena ambição e causaram pouco barulho. Na Record, a autora faz de Luz do Sol, que estreou na quarta 21 com 12 pontos, três a menos do marcado por Bicho do Mato no primeiro capítulo, uma virada em sua carreira. Primeiro porque, na Record, tem a chance de se destacar, o que jamais aconteceu no time global, e, depois, porque Luz do Sol traz a pretensão de uma narrativa diferente.

É claro que se trata de um folhetim, com personagens típicos do gênero, amores desencontrados e picuinhas familiares. A narrativa, porém, é fragmentada, mais próxima do sitcom ou da comédia romântica de Hollywood que de um novelão. Os primeiros capítulos mostraram histórias picotadas e com tênues ligações – alguns partos no final da década de 80 e a transformação na vida de várias pessoas a partir deles. A opção de apresentar a novela aos telespectadores dessa forma já é uma ousadia. Luiza Tomé, que se destacou em Cidadão Brasileiro, Petrônio Gontijo, Patrícia França e Leonardo Brício convenceram, mesmo lutando contra suas idades reais, ao interpretar personagens jovens. Resta torcer para que Ana Maria tenha autonomia sobre sua obra e não seja obrigada a apelar para cenas de ação a fim de repetir os números de Prova de Amor, como aconteceu em Bicho do Mato (leia ao lado). Como se fosse Hollywood