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Bicho do mato
Cristianne Fridman e Bosco Brasil perderam o rumo da trama na Record, mas seguraram a audiência

d.a.j.

Fotos: Divulgação
André Bankof e Renata Dominguez em
Bicho do Mato: final teve 18 pontos de média
Bicho do Mato estreou em julho para segurar o público de Prova de Amor, que bateu os 20 pontos em cima do fiasco de Bang Bang no horário das sete. Em poucos meses, devido a um ajuste na grade da Record, ganhou o status de novela das oito e concorreu com o Jornal Nacional. O que poderia ter jogado a trama de Cristianne Fridman e Bosco Brasil ladeira abaixo acabou como um ponto positivo. Os brasileiros estressados com a vida real buscaram um refresco, e Bicho do Mato saiu do ar na terça 20 com 18 pontos de média.

O sucesso teve seu preço. Bicho do Mato começou bem, mas patinava nos 12 pontos. Juba (André Bankof) saiu da aldeia indígena onde foi criado para conhecer as maldades do Rio com a amada Cecília (Renata Dominguez). Os belos planos do Pantanal deram espaço a uma história de ação frenética que não encontrava diálogo com a fase inicial. Se os autores perderam o rumo ao aproximá-la de Prova de Amor, ganharam na audiência. O público não percebeu a inconstância dos personagens. No elenco irregular, quem garantiu o humor foi Denise Del Vecchio como a afetada Alzira, e o manjado suspense para descobrir “quem matou Ramalho (Jonas Bloch)?” na quinzena final pode não ter gerado expectativa, mas serviu de consolo para Ana Beatriz Nogueira (Lili, a assassina), nome até então pouco aproveitado. (D.A.J.) Camaleão