Reportagens  
‘‘É a primeira vez que tenho
um namorado de verdade.
Estou muito feliz e cheia
de planos’’, diz Sthefany Brito
“Ela está mais mulher, mais
viçosa, o namoro está fazendo muito bem a ela”, diz Sandra Brito, mãe da atriz, sobre a paixão da filha pelo cantor Dreey-C, ou André Caran, 20 anos, um brasileiro que mora em Orlando
“Está tudo certo, tudo muito
bem encaixadinho”, diz ela,
que na adolescência achava
o corpo desproporcional, os
seios pequenos, e queria
colocar silicone assim que
a idade permitisse
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Sthephany para maiores

A ex-ninfeta da Globo revela que não gostava do
seu corpo na adolescência, assume namoro com
cantor e conta como se transformou num mulherão
texto Márcia Montojos
fotos Alexandre Sant’Anna
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Na pele da patricinha Kelly, de Páginas da Vida, Sthefany
Brito, 19 anos, mexeu com o imaginário masculino ao
protagonizar cenas picantes: “Me encontrei na lourice,
o cabelo abriu os olhos de muita gente”, diz ela
Os cabelos descoloridos, o corpo sinuoso e um sorriso cheio de malícia, fizeram da ninfeta magrinha com jeito de criança um turbilhão de sensualidade. Na pele da patricinha Kelly, de Páginas da Vida, Sthefany Brito, 19 anos, mexeu com o imaginário masculino ao protagonizar cenas picantes e figurinos sensuais ao lado do personagem vivido por Duda Nagle. E não deixou dúvida: a menina virou um mulherão. Transformação que não aconteceu apenas na frente das câmeras, mas também na intimidade da atriz. “Com certeza, me sinto mais madura, mais mulher. Me encontrei na lourice, o cabelo abriu os olhos de muita gente ”, acredita a atriz, que pretende manter o visual até que um próximo trabalho exija novas mudanças.

A explosão de sensualidade que tanto chamou a atenção do público, não foi surpresa para ela. A atriz não tinha dúvidas de que a maioridade iria levá-la a personagens mais ousadas. Transformações encaradas com grande naturalidade. Uma naturalidade que a fez brilhar na história de Manoel Carlos em um papel que considera um divisor de águas na carreira. “Acho que fui privilegiada por ter uma personagem que me ajudasse nessa transição menina-mulher, já que tem gente que começou criança e virou adulta sem que o público pudesse acompanhar de perto”, avalia a atriz, que na primeira fase da novela mantinha os cabelos escuros e um comportamento quase infantil, assumindo sua feminilidade somente na segunda parte do folhetim. “A Sthefany é uma das atrizes jovens mais talentosas da televisão. É disciplinadíssima, leva a profissão a sério e tem um charme incrível. Fiz o papel especialmente para ela”, derrete-se o
autor Manoel Carlos.

As mudanças no comportamento e no visual vieram acompanhadas de outra novidade. Sthefany está apaixonada. O eleito é o cantor Dreey-C, ou André Caran – de 20 anos, um brasileiro que mora em Orlando, nos Estados Unidos, há mais de dez anos. Com o fim da novela a atriz está afivelando as malas e parte para uma temporada de cerca de três meses em terras americanas. “É a primeira vez que tenho um namorado de verdade. Estou muito feliz e cheia de planos”, revela. Com o cantor ela partirá para uma viagem romântica que inclui passagens por Nova York e Miami, na Flórida. Mesmo não sendo seu primeiro relacionamento, somente agora Sthefany está vivendo intensamente uma experiência amorosa. A relação, diz ela, é norteada por muito companheirismo e cumplicidade. “Nunca vi minha filha tão feliz. Ela está mais mulher, mais viçosa, o namoro está fazendo muito bem a ela”, avalia Sandra Brito, mãe da atriz.

Juntos há pouco mais de três meses, eles se conheceram no final do ano passado quando a atriz chegou a Miami para uma participação especial no clip da música Your Sister’s Boyfriend, uma das faixas do primeiro CD dele. A empatia entre os dois foi imediata e o romance logo engatou. De volta ao Brasil, o namoro continuou através de e-mails e telefonemas. Há cerca de um mês adotaram uma nova maneira de se comunicar. Agora, conversam através de rádio a qualquer hora do dia. Contudo, o relacionamento à distância nunca foi motivo para inseguranças de ambas as partes. “Administro bem a situação. Se gosto de verdade, que venham as conseqüências. Não acredito em relacionamento que não dá certo por causa de agendas”, diz Sthefany, demonstrando uma maturidade que vai além das transformações físicas.

A independência vem chegando aos poucos. E se revela em pequenas atitudes, antes consideradas muito distantes para ela. Como aconteceu há poucos dias, quando sua mãe não podia acompanhá-la à academia de ginástica onde malham juntas. Decidida, pegou o carro pela primeira vez sozinha e foi em frente. “Coloquei o som bem alto e fui, me senti muito bem depois”, comemora. Desde então, rompeu com a insegurança de sair desacompanhada ao volante e passou a sentir-se mais livre. Mesmo assim, diz ela, ainda prefere ter Sandra a seu lado, principalmente em compromissos profissionais. “Ela me dá toda liberdade, mas mudei minha maneira de pensar, estou mais segura nas minha atitudes.” Prova disso foi um trabalho recente realizado em São Paulo. Os pais achavam que a filha deveria descansar para encarar o ritmo intenso de gravações da novela. Mas ela fez prevalecer a sua vontade e topou o compromisso.

Com doze anos de carreira, Sthefany tem buscado se aprimorar profissionalmente e viver novas experiências. Tanto que a ida para Orlando está longe de ter como prioridade as férias ao lado do namorado. Na verdade, a viagem estava planejada antes mesmo dela conhecer Dreey-C. Seu objetivo maior é estudar inglês no mesmo curso intensivo que seu irmão, o ator Kayky Brito, concluirá nesse mês. Além disso, pretende entrar de cabeça nas aulas de dança. Tudo para ampliar seus recursos como atriz. “Quero ir fundo na minha profissão e apesar das dificuldades, superar os desafios sem medo”, diz a atriz, que na volta ao País também aprenderá canto.

Se hoje ela sabe muito bem o que quer, nem sempre foi assim. A atriz chegou a questionar a carreira assim que terminou de fazer O Clone, em 2001. Na época, temeu nunca mais repetir o sucesso da personagem e se encheu de dúvidas. A certeza de que estava no caminho certo só veio durante o trabalho seguinte, na novela Agora é Que São Elas, em 2003. Naquele momento ela percebeu que o prazer de atuar seria sempre maior do que o destaque de seus papéis. “Depois da Samira senti um grande vazio porque percebi a instabilidade da minha profissão”, diz. “Pensei no futuro e tive medo. Mas entendi que tinha que correr atrás dos meus sonhos.” Sonho que hoje inclui fazer muito cinema. A atriz acaba de rodar seu terceiro longa, Mistéryos, no qual interpreta quatro personagens. O filme de Beto Carminatti entrará em cartaz no segundo semestre e ela já aceitou participar do próximo trabalho do diretor, o que deverá acontecer ainda nesse ano. “Quero fazer coisas diferentes, personagens polêmicas, esquisitas”, conta.

Bem diferente da menina que aos 14 anos tremeu para fazer suas primeiras cenas de beijo. Sthefany se diz pronta para encarar personagens que a desafiem como atriz. Para o final de 2007, está programando sua primeira peça adulta. Talvez um texto de Nélson Rodrigues. “Estou aberta a novas experiências”, diz Sthefany, que vê com naturalidade a possibilidade de fazer cenas de nudez tanto no teatro como no cinema. “Faria numa boa se fosse necessário, gosto do meu trabalho e estou em paz com o meu corpo”. É verdade. Em dezembro do ano passado mostrou toda sua sensualidade num ousado ensaio para uma revista masculina. Os convites vinham há muito tempo, mas ela resistia, mesmo estando com vontade de aceitar. Queria esperar o momento adequado para se arriscar a tanta exposição. O novo convite chegou no momento em Sthefany interpretava Kelly, personagem que transpirava sensualidade. “Tudo calhou e eu amei o trabalho”, lembra.

Quem vê as belas curvas da atriz e os músculos bem tornea dos não imagina que um dia ela já teve problemas com o corpo. Na adolescência, quando as amigas já começavam a ganhar formas, Sthefany se achava muito magra e ficava chateada com o fato de ter seios pequenos. Naquela época, jurava que colocaria prótese de silicone assim que a idade permitisse. “Sonhava com isso, tinha certeza que colocaria silicone e também pensava em malhar muito para ter um corpão”, revela. Com o passar do tempo, o sofrimento diante do espelho foi diminuindo. Aos poucos foi se aceitando ao perceber que suas medidas eram proporcionais. Hoje se diz satisfeita com sua aparência e afirma que não mudaria nada no visual. “Está tudo certo, tudo muito bem encaixadinho”, diz. Alguém duvida?

Estilo: Ana Hora Assistente: Giulia Hora Roly Beleza: Daniel de Matos Assistente: Flavio Martins Agradecimentos: Rubi Fashion, Blue Man, Melinah, Rupee Rupee, Farm, Espaço Fashion e Republik