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Na
pele da patricinha Kelly, de Páginas
da Vida, Sthefany
Brito, 19 anos, mexeu com o imaginário
masculino ao
protagonizar cenas picantes: “Me encontrei
na lourice,
o cabelo abriu os olhos de muita gente”,
diz ela |
Os cabelos descoloridos, o corpo sinuoso e um
sorriso cheio de malícia, fizeram da ninfeta
magrinha com jeito de criança um turbilhão
de sensualidade. Na pele da patricinha Kelly,
de Páginas da Vida, Sthefany Brito,
19 anos, mexeu com o imaginário masculino
ao protagonizar cenas picantes e figurinos sensuais
ao lado do personagem vivido por Duda Nagle. E
não deixou dúvida: a menina virou
um mulherão. Transformação
que não aconteceu apenas na frente das
câmeras, mas também na intimidade
da atriz. “Com certeza, me sinto mais madura,
mais mulher. Me encontrei na lourice, o cabelo
abriu os olhos de muita gente ”, acredita
a atriz, que pretende manter o visual até
que um próximo trabalho exija novas mudanças.
A explosão de sensualidade que tanto
chamou a atenção do público,
não foi surpresa para ela. A atriz não
tinha dúvidas de que a maioridade iria
levá-la a personagens mais ousadas. Transformações
encaradas com grande naturalidade. Uma naturalidade
que a fez brilhar na história de Manoel
Carlos em um papel que considera um divisor
de águas na carreira. “Acho que
fui privilegiada por ter uma personagem que
me ajudasse nessa transição menina-mulher,
já que tem gente que começou criança
e virou adulta sem que o público pudesse
acompanhar de perto”, avalia a atriz,
que na primeira fase da novela mantinha os cabelos
escuros e um comportamento quase infantil, assumindo
sua feminilidade somente na segunda parte do
folhetim. “A Sthefany é uma das
atrizes jovens mais talentosas da televisão.
É disciplinadíssima, leva a profissão
a sério e tem um charme incrível.
Fiz o papel especialmente para ela”, derrete-se
o
autor Manoel Carlos.
As mudanças no comportamento e no visual
vieram acompanhadas de outra novidade. Sthefany
está apaixonada. O eleito é o
cantor Dreey-C, ou André Caran –
de 20 anos, um brasileiro que mora em Orlando,
nos Estados Unidos, há mais de dez anos.
Com o fim da novela a atriz está afivelando
as malas e parte para uma temporada de cerca
de três meses em terras americanas. “É
a primeira vez que tenho um namorado de verdade.
Estou muito feliz e cheia de planos”,
revela. Com o cantor ela partirá para
uma viagem romântica que inclui passagens
por Nova York e Miami, na Flórida. Mesmo
não sendo seu primeiro relacionamento,
somente agora Sthefany está vivendo intensamente
uma experiência amorosa. A relação,
diz ela, é norteada por muito companheirismo
e cumplicidade. “Nunca vi minha filha
tão feliz. Ela está mais mulher,
mais viçosa, o namoro está fazendo
muito bem a ela”, avalia Sandra Brito,
mãe da atriz.
Juntos há pouco mais de três meses,
eles se conheceram no final do ano passado quando
a atriz chegou a Miami para uma participação
especial no clip da música Your Sister’s
Boyfriend, uma das faixas do primeiro CD
dele. A empatia entre os dois foi imediata e
o romance logo engatou. De volta ao Brasil,
o namoro continuou através de e-mails
e telefonemas. Há cerca de um mês
adotaram uma nova maneira de se comunicar. Agora,
conversam através de rádio a qualquer
hora do dia. Contudo, o relacionamento à
distância nunca foi motivo para inseguranças
de ambas as partes. “Administro bem a
situação. Se gosto de verdade,
que venham as conseqüências. Não
acredito em relacionamento que não dá
certo por causa de agendas”, diz Sthefany,
demonstrando uma maturidade que vai além
das transformações físicas.
A independência vem chegando aos poucos.
E se revela em pequenas atitudes, antes consideradas
muito distantes para ela. Como aconteceu há
poucos dias, quando sua mãe não
podia acompanhá-la à academia
de ginástica onde malham juntas. Decidida,
pegou o carro pela primeira vez sozinha e foi
em frente. “Coloquei o som bem alto e
fui, me senti muito bem depois”, comemora.
Desde então, rompeu com a insegurança
de sair desacompanhada ao volante e passou a
sentir-se mais livre. Mesmo assim, diz ela,
ainda prefere ter Sandra a seu lado, principalmente
em compromissos profissionais. “Ela me
dá toda liberdade, mas mudei minha maneira
de pensar, estou mais segura nas minha atitudes.”
Prova disso foi um trabalho recente realizado
em São Paulo. Os pais achavam que a filha
deveria descansar para encarar o ritmo intenso
de gravações da novela. Mas ela
fez prevalecer a sua vontade e topou o compromisso.
Com doze anos de carreira, Sthefany tem buscado
se aprimorar profissionalmente e viver novas
experiências. Tanto que a ida para Orlando
está longe de ter como prioridade as
férias ao lado do namorado. Na verdade,
a viagem estava planejada antes mesmo dela conhecer
Dreey-C. Seu objetivo maior é estudar
inglês no mesmo curso intensivo que seu
irmão, o ator Kayky Brito, concluirá
nesse mês. Além disso, pretende
entrar de cabeça nas aulas de dança.
Tudo para ampliar seus recursos como atriz.
“Quero ir fundo na minha profissão
e apesar das dificuldades, superar os desafios
sem medo”, diz a atriz, que na volta ao
País também aprenderá canto.
Se hoje ela sabe muito bem o que quer, nem
sempre foi assim. A atriz chegou a questionar
a carreira assim que terminou de fazer O
Clone, em 2001. Na época, temeu
nunca mais repetir o sucesso da personagem e
se encheu de dúvidas. A certeza de que
estava no caminho certo só veio durante
o trabalho seguinte, na novela Agora é
Que São Elas, em 2003. Naquele momento
ela percebeu que o prazer de atuar seria sempre
maior do que o destaque de seus papéis.
“Depois da Samira senti um grande vazio
porque percebi a instabilidade da minha profissão”,
diz. “Pensei no futuro e tive medo. Mas
entendi que tinha que correr atrás dos
meus sonhos.” Sonho que hoje inclui fazer
muito cinema. A atriz acaba de rodar seu terceiro
longa, Mistéryos, no qual interpreta
quatro personagens. O filme de Beto Carminatti
entrará em cartaz no segundo semestre
e ela já aceitou participar do próximo
trabalho do diretor, o que deverá acontecer
ainda nesse ano. “Quero fazer coisas diferentes,
personagens polêmicas, esquisitas”,
conta.
Bem diferente da menina que aos 14 anos tremeu
para fazer suas primeiras cenas de beijo. Sthefany
se diz pronta para encarar personagens que a
desafiem como atriz. Para o final de 2007, está
programando sua primeira peça adulta.
Talvez um texto de Nélson Rodrigues.
“Estou aberta a novas experiências”,
diz Sthefany, que vê com naturalidade
a possibilidade de fazer cenas de nudez tanto
no teatro como no cinema. “Faria numa
boa se fosse necessário, gosto do meu
trabalho e estou em paz com o meu corpo”.
É verdade. Em dezembro do ano passado
mostrou toda sua sensualidade num ousado ensaio
para uma revista masculina. Os convites vinham
há muito tempo, mas ela resistia, mesmo
estando com vontade de aceitar. Queria esperar
o momento adequado para se arriscar a tanta
exposição. O novo convite chegou
no momento em Sthefany interpretava Kelly, personagem
que transpirava sensualidade. “Tudo calhou
e eu amei o trabalho”, lembra.
Quem vê as belas curvas da atriz e os
músculos bem tornea dos não imagina
que um dia ela já teve problemas com
o corpo. Na adolescência, quando as amigas
já começavam a ganhar formas,
Sthefany se achava muito magra e ficava chateada
com o fato de ter seios pequenos. Naquela época,
jurava que colocaria prótese de silicone
assim que a idade permitisse. “Sonhava
com isso, tinha certeza que colocaria silicone
e também pensava em malhar muito para
ter um corpão”, revela. Com o passar
do tempo, o sofrimento diante do espelho foi
diminuindo. Aos poucos foi se aceitando ao perceber
que suas medidas eram proporcionais. Hoje se
diz satisfeita com sua aparência e afirma
que não mudaria nada no visual. “Está
tudo certo, tudo muito bem encaixadinho”,
diz. Alguém duvida? 
Estilo: Ana Hora Assistente:
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