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Simony lança disco e vence síndrome do pânico

Julio Vilela
“Antes de ser evangélica testei de tudo: do espiritismo ao Santo Daime.”

Enquanto Maricleusa Benelli tocava contrabaixo com sua banda num animado casamento judaico no Buffet França, em São Paulo, seu bebê, já no nono mês de gestação, se mexia dentro da barriga quase no ritmo. Terminada a festa, lá pelas 5 da manhã, a bolsa estourou e a menina que teimava em participar do show nasceu. Foi batizada Simony Benelli Galasso e, apenas cinco anos mais tarde, seria uma das maiores febres da indústria cultural infantil que o Brasil já teve até hoje. Simony foi a primeira integrante do Balão Mágico. “Convivo com o sucesso e os palcos desde sempre. Minha vida é isso, fico feliz quando estou cantando”, diz Simony. Descendente de família circense, Simony morou numa jardineira (espécie de ônibus-caminhão) até os 5 anos. O sucesso do Balão trouxe fama, dinheiro e ajuda para a família toda. Em 1989, já em carreira solo, começou a apresentar Do-Ré-Mi-Fá-Sol-Lá-Simony no SBT. O programa, cujo nome foi mudado para Show da Simony, seguia o tradicional formato auditório-criança-brincadeiras-e-desenho-animado. Nessa época, ela começou a ser chamada de “gordinha”. Depressão, baixa auto-estima e muito choro. Simony saiu de cena e começou a malhar. Emagreceu. Em 1995, a doce menina do Balão mostrou que cresceu e, aos 18 anos, apareceu nua pela primeira vez na Playboy. “Eu era muito menina, fiquei três dias chorando, trancada no quarto com a equipe me esperando. Quase desisti”, conta. No quarto dia, limpou as lágrimas, tirou a roupa e matou a curiosidade de muito marmanjo. O cachê foi bom, investido em imóveis. Melhor ainda foi a exposição na mídia, que juntou Simony com o cantor de pagode Alexandre Pires. “Eu que corri atrás dele. Sabia que era o homem da minha vida e fiz de tudo para tê-lo”, diz. O namoro durou três anos e Simony foi trocada por Carla Perez. Depois namorou Vavá, vocalista do Karametade, por três meses. Sua carreira musical, assim como a vida amorosa, vive altos e baixos. Simony começou a sofrer de síndrome do pânico em março de 1998 e se afastou dos palcos por 15 meses. Tornou-se evangélica e hoje reza muito. “Antes de ser evangélica testei de tudo: espiritismo, cristais e até Santo Daime.” Agora, recuperada e prestes a lançar seu quarto disco solo ainda sem gravadora, Simony quer reavivar a curiosidade dos fãs. Vai ser a capa da revista Sexy em junho.

 


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