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Ney Latorraca

“Sou um excelente partido”
Ator conta que foi primeiro namorado de Christiane Torloni e diz que quer ter filhos

Adriana Barsotti

André Durão
Adoro médicos e eles gostam de mim. Faço um eletro. Ligo pra minha médica e digo: “Dra. Patrícia, acho que tive uma parada’”

Ele não passava de um adolescente quando descobriu o endereço de Cacilda Becker e invadiu seu apartamento em São Paulo para pedir-lhe um papel numa peça. Hoje, 22 peças, 19 filmes, 15 novelas e seis minisséries depois, Ney Latorraca enfrenta mais um desafio. Aos 36 anos de carreira e 55 de idade, o ator apresenta, pela primeira vez, um monólogo -- 3 x Teatro, em cartaz no Teatro Glória, no Rio. Até chegar ao estrelato, Ney deu duro. Filho de cantores -- Alfredo Latorraca e Tomasa Pallares -- ele roubou na infância para não passar fome. Na feira, dava rasantes nas barracas e, na padaria, catava no chão os tíquetes não destacados para trocá-los por manteiga, pão e café. Paulista de Santos, ele chegou ao Guiness em 1993. Por dois anos consecutivos, O Mistério de Irma Vap, que protagonizou com Marco Nanini por 11 anos, foi citada no livro como a peça que ficou mais tempo em cartaz no mundo com o mesmo elenco. Em entrevista à Gente, Ney diz que é hipocondríaco, que ainda quer ter filhos e que gosta de andar nu em casa. Não tem medo da velhice, embora ressalve que a idade o transformou num “kit-fé”.

Você fica nervoso antes de entrar no palco?
Se confiasse plenamente no meu taco, não seria ator. Se alguém tira de letra o trabalho em qualquer profissão, ele passa a não ser um profissional. Sinto como se estivesse entrando num túnel, mas sempre a saída é ótima. Meu nervosismo dura dez minutos.

Sente medo de ser vaiado?
Isso faz parte. Já aconteceu comigo em Don Juan (dirigido por Gerald Thomas). Era um grupo que estava ali criando caso. Transformei aquilo num aplauso, mandei beijos. Já aconteceu de eu combinar sinais com o público para me aplaudir. Na hora em que as pessoas entregavam os ingressos na bilheteria, eu dizia: “Quando eu fizer assim (estalar os dedos), vocês me aplaudam que eu estou muito carente”.

Você está fora da tevê há três anos. Acha que a qualidade da programação caiu?
Vou fazer O Machão, próxima novela das seis. Não dá para, a essa altura do campeonato, dizermos: “Ah, isso é cafona”. Lutamos tanto para não termos esse tipo de policiamento. Tem programas jornalísticos, filmes ótimos, programas humorísticos que eu amo. Zorra Total, Sai de Baixo, o Casseta & Planeta, o Muvuca, o Jô, a Marília Gabriela. Eu agora estou acompanhando o Guga. Acho que ele ficou no lugar do Ayrton Senna no inconsciente coletivo brasileiro. Ele tem aquela luz, é muito amado, muito querido. Eu gosto de ver pegadinha, de ver aquela gente escorregando. Vejo Vale Tudo por Dinheiro, Show do Milhão -- para ver a cara das mães – e vejo novela.

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