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TELEVISÃO

A Invenção do Brasil
Arraes e Furtado fazem revisão da história com ousadia e criatividade

Ricardo Cota

Divulgação
Selton Mello é Caramuru e Camila Pitanga é Paraguaçu em Invenção do Brasil: humor debochado

Escrita e dirigida por Guel Arraes e Jorge Furtado, a minissérie A Invenção do Brasil (Rede Globo, de quarta a sexta, 22h) mostra como é possível ocupar com talento e inventividade o espaço das redes de televisão, freqüentemente dominado pela mediocridade e baixaria. Dividida em três capítulos, dos quais o primeiro um especial de sessenta minutos de duração, a minissérie propõe uma revisão criativa de alguns fatos que marcaram a descoberta do Brasil, tomando como ponto de partida a história do artista português Diogo Álvares (Selton Mello), imortalizado no imaginário brasileiro como o Caramuru. Expulso de Portugal, Diogo chegou às terras brasileiras depois de sobreviver a um naufrágio e tornou-se conhecido por ser o português pioneiro a estabelecer uma relação com os índios. O eixo da minissérie é justamente o triângulo amoroso entre Diogo, a índia Paraguaçu (Camila Pitanga) e sua irmã Moema (Deborah Secco). A partir desses personagens, os autores procuram estimular uma visão bilateral da colonização, mostrando, sempre na base da galhofa, os primeiros contatos entre os nativos e os colonos. A função de mestre de cerimônia dessa “documédia” – mistura de documentário e comédia – fica a cargo de Marco Nanini, o narrador bem-humorado que por vezes se transforma em um anunciante de caravelas ou em um mâitre pronto a ensinar receitas canibais. Com cenas rodadas em Portugal e no litoral paulista, A Invenção do Brasil marca um novo caminho na escala técnica das produções globais por ser a primeira concebida no sistema de alta definição de imagem, o HDTV. A interação dos personagens com imagens gráficas e virtuais atinge um novo patamar que aponta para alternativas cada vez mais ousadas em termos visuais. A licença poética com assunto tão sério como a colonização deve gerar muita polêmica. Em determinados trechos, a miscelânea cultural coloca no mesmo caldeirão Macunaíma e Camões, Neil Armstrong e Pedro Álvares Cabral, videogame e cartografia. Discussões à parte, vale destacar a coragem notável dos autores de aproveitar os 500 anos de Brasil para mostrar como os mares da linguagem televisiva ainda podem ser singrados com muita criatividade. Reinvenção da tevê

Copyright 1996/2000 Editora Três

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