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Ping-Pong
Arnaldo
Batista
Gabriela
Mellão
Arnaldo Baptista, 51 anos, vocalista e tecladista dos
Mutantes e ex-namorado de Rita Lee ainda tem entre suas
preferências musicais artistas que explodiram
nos anos 70.
Como
o disco Tecnicolor foi perdido?
Estávamos na Europa quando Cao Homer, na época
produtor dos
Bee Gees, nos convidou para gravar. Ficamos extasiados
em gravar
nos melhores estúdios do mundo incluindo
o dos Beatles. Homer ficou de mixar o trabalho, mas
desistiu e guardou na gaveta. Nunca mais conseguimos
falar com ele.
Como
vocês acharam o disco?
Ninguém sabia, mas durante todo esse tempo o
pintor Antonio Peticov, que sempre foi da mesma turma,
tinha uma cópia. Ele ia fazer a capa do disco.
Viu
surgir algum grupo com a mesma qualidade dos Mutantes
no cenário pop?
Renaissance, um grupo francês que, como os Mutantes,
tinha uma proposta de voltar às origens. E Diana
Ross, que tem uma postura filosófica que eu gosto
bastante.
Tem
encontrado os outros integrantes dos Mutantes?
A gente mantém uma certa distância ditada
pelos ideais musicais. A Rita Lee tem um lado filosófico
que compreende tradição como traição
e eu não entendo muito. Meu irmão, Sérgio
Batista, gosta de um som mais nebuloso e eu prefiro
mais natural.
Novos
projetos?
Vou lançar o disco Let it Bed e em breve vou
fazer minha primeira exposição de pintura.
Não sei bem o estilo, às vezes me prendo
a Salvador Dalí e outras vezes a mim mesmo e
fico só real.
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