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Rock

Tecnicolor
Inédito dos Mutantes é tão moderno que nem parece ter sido gravado em 1970

Ramiro Zwetsch

Divulgação
Os Mutantes nos anos 70: gravação inédita estava perdida

Apesar da demora, Tecnicolor, disco inédito dos Mutantes, chega em boa hora. Gravado em 1970, só agora é lançado no mercado brasileiro. De lá para cá, a música pop nacional viu a explosão do rock nos anos 80 e seu amadurecimento nos 90 – renovando-se em fusões com reggae e funk, com recursos eletrônicos e referências a diversos ritmos brasileiros e latinos. Pois essas misturas já eram feitas pelos Mutantes nas décadas de 60 e 70 e Tecnicolor chega para refrescar nossa memória.

É um disco de rock cheio de referências a universos sonoros distintos. Tem um samba funk de Jorge Benjor, “A Minha Menina”, e “Baby”, de Caetano Veloso, convertido em arranjo bossa nova. Tem também o xote/ baião “Adeus Maria Fulô”, de Humberto Teixeira e Sivuca. Também tem referências à música flamenca em “El Justiciero” e até uma versão irônica para “Le Premier Bonheur du Jour”, canção francesa tradicional.

Rita Lee (vocais), Arnaldo Baptista (teclado e vocais) e Sérgio Dias (guitarra) – com acompanhamento do baixista Liminha e do baterista Dinho – gravaram Tecnicolor durante uma temporada de shows, em Paris. Com a intenção de lançar o disco no mercado estrangeiro, converteram a maioria das músicas em divertidas versões para o inglês. Assim, “Ando Meio Desligado” transforma-se em “I Feel a Little Space Out” e “A Minha Menina” em “She’s My Shoo Shoo”. As duas faixas mostram um amadurecimento dos instrumentistas em arranjos superiores aos originais.

A fita dessa preciosa gravação encontrava-se perdida com o artista plástico Antonio Peticov. O jornalista Carlos Calado, autor da biografia A Divina Comédia dos Mutantes, estimulou Peticov a localizar a fita e, desde 1994, especula-se o seu lançamento em CD pela gravadora Universal. O público finalmente terá acesso ao disco, um ótimo antídoto à mesmice da música pop. Para quem suspeita da qualidade de algo concebido em 1970, Tecnicolor tem qualidade de gravação impecável e está entre os melhores discos nacionais lançados nas últimas três décadas.

Alegria, alegria

Leia a entrevista com Arnaldo Batista

Copyright 1996/2000 Editora Três

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